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02 AGO 2018
Arrábida, serra de lapas com o espírito de frades
Por Jornal Abarca
“O que não há em toda a parte é a religiosidade que dá à serra da Arrábida elevação e sentido. Mas é fora de dúvida que o visitante, se não o apreendeu, saiu da Arrábida sem querer ter entrado nela verdadeiramente!”, dizia Sebastião da Gama.
 
O lugar é verdadeiramente surpreendente, é um rumor do mar que desvenda um culto onde parece ser o mais pagão dos mundos. Vale a pena procurar por ele, que se esconde da curiosidade, mas é preciso saber lá chegar. Junto à casa do Gaiato, um pouco acima da enseada do Portinho, em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida (PNSA), deve o caminhante procurar um trilho de pé-posto que se diz ter sido feito por um anacoreta. (...)
 
Aquele templo veio da vontade do povo e recebe na sua sombra e no teto os reflexos dos raios solares sobre o mar, filtrados entre as rochas da ampla fenda que se abre na lapa como uma varanda para o oceano. E era por esta que os pescadores dantes entravam para trazer oferendas à santa da Lapa. (...)
 
Certa noite. o mercador inglês Hildebrant, com uma boa carga no navio, chegou ao mar da Arrábida, talvez próximo da praia de Alportuche, quando foi fustigado por uma enorme intempérie. O rico mercador levava uma imagem talhada em pedra de Nossa Senhora, a quem se devotava com convicção. E não vacilou no pedir. “Valei-me, Senhora!”, implorou aflito perante a borrasca que agitava o navio como uma casca de noz.
 
Poderá ler o resto da reportagem na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.
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