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1.abril.2010 | Vicente José da Silva (Vila de Rei)

Vila de Rei – Homenagem à Escravatura

Sem porquê explicitado a Câmara apresentou ao Órgão Deliberativo de 26-2-2010, para conhecimento, um impresso em papel comum, sem data nem assinatura que contém a fotografia do Conde de Ferreira sobre as datas 1782 - 1866, uma fotografia da Escola Conde de Ferreira e uma fotografia panorâmica de Vila de Rei com um circulo indicativo do local da referida escola; ao lado esquerdo a apologia do Conde.
Vila de Rei não deve nada ao Conde de Ferreira, quando este nasceu, esta Vila já tinha professor à 89 anos.
A cultura no concelho de Vila de Rei, na generalidade, acompanhou a época.
O primeiro professor oficial conhecido de Vila de Rei foi Manuel Xavier Monteiro, por despacho Régio de 16 de Agosto de 1779.
Muito antes desta época destacaram-se altos valores nos vários ramos da ciência como: Sebastião Fernandes, natural de Vila de Rei, tomou parte na expedição à Índia, na nau Capitânia, a Flor da Rosa, chegando a Goa a 22-10-1529; Álvaro Eanes, tomou parte na tomada de Azamor, em 1513, sob o comando do Duque de Bragança D. Jaime; Em Dezembro de 1514, encontrava-se em Coxim André Gil, de Vila de Rei a aguardar ordens para seguir para Malaca, sob o comando de D. Francisco de Castro; Capitão Bernardo António Jorge, natural da Relva, nasceu em 28-10-1752; João Alvares, morador nas Trutas, vereador da Câmara e testemunha da feitura do tombo dos bens da Comenda, em 1557; Gaspar Dias, apresentou em Tomar a 10-5-1581 o requerimento do compromisso de D. Manuel e D. João III para a Misericórdia de Vila de Rei; Manuel Gaspar, natural de Vila de Rei teve carta de escrivão da Câmara e carta de escrivão de Almotaçaria em 2-9-1585; Padre Manuel da Silva de Santa Teresa, filho de lavrador, nasceu em Aveleira a 21-1-1705; Fabião Aires de Andrade Leitão, filho do casal Cipriano Aires Lopes de Figueiredo e de Dª Mariana Pessoa de Andrade, natural de Vila de Rei, era doutorado em cânones; o seu filho António Aires de Andrade Leitão e Cunha também era formado em cânones e natural de Vila de Rei; D. Frei António de Castro, da Ordem de Cristo, Doutor em teologia pela Universidade de Coimbra e Bispo de Malaca, nasceu em Vila de Rei, em 1704. Era filho de Álvaro Freire de Castro e Sousa, natural de Lisboa e da vilarregense Dª. Maria Luísa de Andrade; Sebastião Vicente, médico, nasceu na Cabecinha do Azivinhal em 19-1-1724. Já naquela época havia uma grande mobilidade das pessoas em Vila de Rei, Sebastião Vicente, natural de Cabecinha do Azivinhal era filho de Domingos Vicente do Brejo Fundeiro e de sua mulher Maria Martins da Cabecinha do Azivinhal, neto paterno de Sebastião Alves do Brejo Fundeiro e de sua mulher Maria Vicente da Aveleira e neto materno de Manuel Martins , da Cabecinha do Azivinhal e de sua mulher Isabel Gaspar do Aivado; Sargento mor Francisco António Rodrigues nasceu nas Sesmarias a 30-7-1736.
Poderíamos alongar por várias páginas a relação dos vilarregenses que nos mais variados campos da ciência e das artes se destacaram ao longo dos séculos, mas o objectivo foi escolher figuras originárias de todas as regiões do Concelho, num período anterior à vida do Conde Ferreira e até à data da sua morte que tomaram parte na vivência nacional em todas as actividades.
Em 1889 o concelho de Vila de Rei tinha 5.818 habitantes e 1356 fogos, distribuídos: Freguesia de Vila de Rei 4.089 habitantes e 943 fogos, Fundada 1264 habitantes e 309 fogos, Peso 465 habitantes e 104 fogos.
O Conde de Ferreira não privilegiou o Concelho de Vila de Rei, apenas quis que o país o absolvesse dos seus pecados!
Na Bibliografia apresentada pela edilidade, em 14 de Setembro de 2009, lê-se: Depois de ter estabelecido relações comerciais entre a sua casa e a praça de Buenos Aires, dirigiu as suas atenções para a África, com o intuito de alargar as suas relações com essa parte do mundo, foi três vezes a Molungo, Angola, onde criou várias feitorias e montou um lucrativo negócio negreiro, importando cerca de 10 mil escravos para o Brasil.
Em 1520 um escravo na Índia valia 10 pardaus (três mil réis).
Vila de Rei pertenceu à Estremadura, a mais civilizada das Província.
Pesa sobre o Conde de Ferreira a privação da liberdade, acorrentamento, deslocação do meio ambiente e venda de milhares de seres humanos que reduziu a escravos, cujo dinheiro sujo e imoral serviu para o guindar aos títulos honoríficos de que foi titular.
Al Capone, quando foi preso disse: Debaixo do meu colete esconde-se um coração cheio de bondade.
Qualquer manifestação honrosa em Vila de Rei que enalteça o Conde de Ferreira, só poderá ser entendida como homenagem à escravatura!
Fontes
Fonseca Gaspar, “Vila de Rei e o Seu Passado.
Padre José Maria Félix, Vila de Rei e a Sua Gente.
Joaquim Candeias Silva e Manuel da Silva Castelo Branco, A Beira Baixa na Expansão Ultramarina.

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18.fevereiro.2010 | DR (Abrantes)

Agressões

É com uma frustração enorme que soube que nesta madrugada, dia 14 de Fevereiro de 2010, mais duas pessoas foram BRUTALMENTE AGREDIDAS pelos mesmos rapazes que agrediram brutalmente o Sr. Vítor Condes e a filha, há algumas semanas.
São os mesmos que, segundo a Polícia, são menores e nada pode fazer. O certo é que os menores batem como cobardes porque só o fazem quando são mais do que três e, segundo ouvi, até já uma rapariga dá pontapés nos adultos deitados no chão acabados de espancar pelos colegas...
Se isto é segurança, meus senhores e senhoras, vou ali e já venho.
Já lá vai o tempo em que este tipo de putos mal formado, mal educado, sem quaisquer responsabilidades e a gozar com tudo e com todos, levava um “correctivo” e começava a andar na linha.
Hoje em dia, só falta dar-lhes bastões para baterem aos adultos, aos professores, aos educadores, aos idosos, e colocarmos as nossas carteiras à sua disposição.
É triste que a Polícia, a nossa justiça e o nosso País não preveja penas pesadas para estes delinquentes...sim DELINQUENTES.
Gostava sinceramente de poder andar à vontade na minha Cidade sem ter receio de ser atacado por estes putos...

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18.fevereiro.2010 | João Baptista Pico (Abrantes)

Porquê o “regresso” da barragem de Almourol?

A razão assenta na assimetria da informação. O vendedor sabe sempre muito mais sobre o produto do que o comprador. Esta teoria (the market for lemons) deu a George Akerlof o Nobel da Economia em 2001. Akerlof explicou que quando alguém compra um carro em segunda mão, tem muitas dúvidas: não sabe realmente se leva um carro bom ou mau, isto é, se compra cereja ou limão.
Afinal, havia muita cereja nos caudais perdidos pelo Zêzere, Nabão, rio Tejo abaixo. No Castelo de Bode, abriram-se as comportas sem fazer passar a água pelas turbinas. O potencial hídrico ainda tem muito a dar. O retorno a Almourol tornava-se inevitável.
Vale a pena os consumidores da EDP lerem o cabeçalho das suas facturas, para verem a origem da energia que consomem: gás natural 27,7%, eólica 23%, hídrica 17,5%, carvão 15,4%.
Quanto à energia eólica assinale-se a saturação na sustentabilidade. A falta de capacidade de armazenamento nas albufeiras nestas madrugadas de vendavais, impediram mais bombagens de retorno movidas pelas eólicas, tendo sido cedida energia eólica a custo zero a Espanha, como denunciou o ex-ministro Mira Amaral no “Expresso”. Portanto, mais nos obriga a aproveitar ao máximo o armazenamento dos caudais dos nossos rios, antes de ralhar mais com os espanhóis.
Espanta como o site da Câmara de Abrantes retirou do “pacote” de notícias do “Expresso” de há quinze dias, a nota sobre o interesse da espanhola Endesa nessa barragem de Almourol, como se essa barragem, não fosse útil à “bandeira”: Abrantes Capital da Energia.
Presente no concurso público falhado sobre Almourol (na versão premeditadamente tonta da Fatacinha à cota 24), ouvi dos representantes de duas concorrentes, que o interesse em Almourol se mantinha intacto. Era uma questão de tempo e de oportunidade. Anotei e frisei esse interesse. A prova está aí.
Quanto a armazenamento de águas, o leito do rio Torto (um afluente meio seco do Tejo) tem um enorme potencial desprezado, o lençol freático, que chega até Alcácer do Sal e Grândola, muito agradecia.
Como a barragem seria mais de “fio de água”, o nível de cota dependeria sempre do caudal das cheias. Em 1979, na maior cheia do século, as águas subiram até à cota 35. Não havia barragem. Nem capacidade de armazenagem nos últimos quilómetros antes da foz desse rio Torto, quando trabalhado pela engenharia hidráulica poderia acolher as bombagens de transvase alimentada pela energia eólica – essa mesma cedida gratuitamente a Espanha. As cheias do rio Tejo amainavam. Havia mais riqueza. Havia mais cereja e menos limão, neste nosso bolo. A diferença com a Grécia também passava por aí…

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18.fevereiro.2010 | António Castelbranco, cidadão de Abrantes, professor, arquitecto

As Queixas de Carrilho

O cidadão João Luís Carrilho da Graça é um arquitecto português de 58 anos – recebeu o Prémio Pessoa em 2008 – e é o autor do projecto MIAA (que significa Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes) trata-se de uma torre em betão de 30 metros a ser construída ao lado do Convento de São Domingos, bem no centro histórico da cidade de Abrantes.
“Com um orçamento previsto na ordem dos 12,5 milhões de euros (…) O projecto, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ‘é uma obra que vai alterar radicalmente a paisagem da cidade de Abrantes’. ” (Destak, 2 de Julho de 2009)
Como é do conhecimento geral tenho manifestado o meu desagrado, porque como abrantino, não concordo com o projecto apresentado uma vez que a sua escala e o seu vocabulário arquitectónico são excessivos para um local tão sensível e,… como contribuinte não estou interessado numa factura que nos vai levar anos a pagar.
Desde que o projecto foi apresentado em Junho de 2008 que tenho procurado incentivar o diálogo sobre este projecto. Tenho-o feito “de acordo com os princípios do interesse público”. Só que, entretanto, recebi uma notificação da Ordem dos Arquitectos, informando-me que um processo de inquérito “está a decorrer neste Conselho Regional de Disciplina, na sequência de uma queixa apresentada pelo Senhor Arquitecto João Luís Carrilho da Graça contra V. Exa.”… ou seja eu!
Estamos agora perante um dilema: a passividade permissiva e fácil ou cidadania informada e esforçada?
Para mim, eu escolho a cidadania porque apesar de o diálogo ser trabalhoso e difícil considero-o fundamental, e as regras são para serem cumpridas. Sendo que acima de tudo está a Constituição da República Portuguesa!
Artigo 37.º
Liberdade de expressão e informação
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Acho também interessante que um adulto, um profissional não saiba lidar com a pluralidade da democracia e da liberdade de opinião… e que com os seus 58 anos de idade e um Prémio Pessoa ainda tenha que ir à Ordem dos Arquitectos fazer queixinhas por não gostar das minhas opiniões.

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18.fevereiro.2010 | Paulo Constantino (porta voz do proTEJO)

Transvaso, não transvaso? Eis a questão?

O Governo português mantém-se impávido e sereno face à afronta das declarações de representantes do Governo espanhol que contradizem as garantias da Ministra do Ambiente de que nunca esteve previsto nem será realizado um novo transvase do Tejo a partir de Valdecañas na Estremadura.
A última destas declarações foi proferida pelo Secretário de Estado de Água Josep Puxeu, em entrevista ao El País no passado dia 14 de Fevereiro, na qual, quando lhe perguntaram se “O transvase do Médio Tejo, de Cáceres para o Segura, foi abandonado?”, Puxeu respondeu “Hoje as necessidades estão cobertas, mas nunca diria jamais a nenhuma solução”.
Estas declarações representam uma falta de respeito, sendo surpreendente a coragem do Senhor Puxeu quando não tem a mesma ousadia para enfrentar a Comunidade Autonóma de Aragão e defender um transvase da foz do Ebro.
O Governo português não pode deixar que lhe atribuam um estatuto inferior àquele que é atribuído às Comunidades Autónomas espanholas, como está a acontecer.
A ser assim, não merece o respeito do povo que representa.
Além disso, não consta que a oposição ao estudo do transvase tenha sido comunicada formalmente pela Confederação Hidrográfica do Tejo nem pelo Ministério do Ambiente espanhol ao Conselho Consultivo da Água de Estremadura, visto ser de competência estatal, apesar destes terem sido convocados oficialmente para a reunião deste Conselho onde foi apresentado o estudo do transvase e realizada a apresentação dos técnicos aos conselheiros assistentes.
Isto demonstra que o projecto do transvase do Médio Tejo está a ser estudado oficialmente pelo Governo da Estremadura, com o consentimento do Governo espanhol.
Este figurino apresenta-nos uma Junta da Estremadura a fazer o trabalho que o Ministério do Ambiente espanhol não se atreve a assumir ou onde não quer sujar as mãos.
Convém lembrar que está a decorrer o concurso para o estudo, que foi publicado tanto no Jornal Oficial das Comunidades Europeias e no Boletim Oficial de Estremadura, pelo que, tendo sido publicadas as especificações técnicas, estará iminente a sua adjudicação.

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18.fevereiro.2010 | Bernardino Luís Costa (Braga)

Cá longe (em Braga)

É agarrado às teclas do computador que recordo, assim e aqui à distância, o ano em que nasci para a vida de professor, exactamente aí em Tramagal. De imediato me vem à lembrança um contraste com essa altura, na medida em que a máquina de escrever era o instrumento então utilizado quando não se queria escrever à mão. Quem não recorda ainda a disciplina de Dactilografia leccionada na velha escola da Rua das Laranjeiras, naquela espécie de sala de aula que funcionava no hall do sótão, ali ao cimo das escadas do segundo andar?!
Aí dei ao todo nove “passos” (leia-se “anos lectivos”) antes que a vida me arrancasse desse rincão para leccionar noutras paragens. As sementes que então lancei à terra do ensino terão dado os seus frutos, que vou colhendo na leitura, agora semanal de ABARCA. É com satisfação que nela leio uma notícia alegre ou agradável, do mesmo modo que é com tristeza ou com mágoa que leio uma mais funesta. De umas e de outras o jornal me vai falando no rio da Vida; é ele o cordão umbilical que me liga ainda a essas paragens, decorridos que são já praticamente quarenta anos desde o “nascimento” no início destas linhas referido. Foi a altura em que me foram “entregues” jovens adolescentes para eu ajudar a preparar academicamente para a Vida. Parece que foi há meia dúzia de anos e já lá vão quatro dezenas deles! O tempo não passa, voa, apetece-me dizer! Como é possível que alguns deles já estejam hoje no grupo dos “cinquentões do Tramagal”?! Que outros já pertençam, tal como eu próprio, ao clube dos aposentados?! Que alguma dessas pessoas esteja hoje na coordenação da UTIT?! Pela idade que toca presentemente só tenho pena que daqui até aí sejam tantos quilómetros, pois bem me dava jeito e prazer frequentar a dita.
Citar nomes seria fazer uma longa lista e correria sempre o risco de me esquecer de alguém. Abrir aqui e agora o álbum das minhas recordações de então daria para ocupar um número inteiro deste jornal (e mesmo assim não sei se seria suficiente). Resta-me, se a direcção do ABARCA para tal me conceder um cantinho, saudar por meio do jornal com a Amizade de sempre todos aqueles e aquelas com quem partilhei a vivência desses anos.

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11.fevereiro.2010 | JOAQUIM MENDES

CARTA ABERTA AO DR. JORGE LACÃO
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ABRANTES

CC:
Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares
Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Abrantes
Sr.ª Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Sr. Presidente do Instituto Nacional da Água (Inag)

Afirmou publicamente o Dr. Jorge Lacão, na altura da campanha eleitoral para as Autárquicas 2009 que a Barragem de Almourol iria ser retirada do PNBEPH.
Presumo que se referia à Lei 83/2009 de 26 de Agosto, que cria um regime especial aplicável às expropriações necessárias à concretização dos aproveitamentos hidroeléctricos integrados no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH).
Posteriormente, na tomada de posse como Presidente da Assembleia Municipal de Abrantes, afirmou que essa exclusão já teria sido publicada em Diário da República.
Referindo-se possivelmente ao Decreto-Lei 301/2009, de 21 de Outubro.
Tomei conhecimento, como todo o país, por notícia publicada no dia 5 p.p. , no jornal Público da intenção do Governo manter nos seus planos a Barragem de Almourol.
“As barragens de Almourol e Pinhosão poderão voltar a ser colocadas a concurso em 2010 e contribuir para as receitas do Estado.
A possibilidade de se reverem as condições para os dois empreendimentos hidroeléctricos foi ontem admitida pelo presidente do Instituto Nacional da Água (Inag)¸ Orlando Borges, na conferência internacional sobre o ciclo de novas barragens no país, no Porto.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, manifestou há alguns dias a expectativa de novas barragens poderem entrar num bolo de 500 milhões de euros de receitas extraordinárias a arrecadar este ano…”
Face a estes novos desenvolvimentos e uma vez que já o perguntei pessoalmente ao Dr. Lacão e sempre me foi respondido que a questão Almourol estaria ultrapassada, embora nunca me tenha indicado onde tal está escrito em Diário da República, pergunto:
Qual o diploma legal que exclui a Barragem de Almourol do PNBEPH e em que data foi publicado?
Se Almourol foi excluído do PNBEPH, como se justifica que o Dr. Orlando Borges, o continue a referir publicamente?
Se Almourol foi excluído do PNBEPH, porque continua a constar do site do INAG?
http://pnbeph.inag.pt/np4/home.html
Se ainda não foi excluído, quando vai ser?
Se não foi excluído e não sabe quando vai ser, que consequências políticas vai extrair das incorrectas afirmações proferidas publicamente perante os eleitores de Abrantes que o elegeram?
Face à gravidade da questão, aguardo resposta urgente.

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11.fevereiro.2010 | ISMAEL MARGARIDO

UNS DOBRAM
OUTROS QUEBRAM

Numa das últimas visitas que o primeiro-ministro efectuou a Abrantes, as pessoas do concelho estavam em polvorosa por causa da saída de alguns serviços do Hospital de Abrantes.
Na altura foi confrangedor ver os nossos autarcas a seguirem o chefe do governo, como os cordeirinhos atrás da mãe. Os protestos de alguns grupos contra a perda de especialidades médicas foram abafados para não desagradar ou causar má impressão à comitiva de Lisboa.
Desde então, compreendi que uma autarquia que seja da mesma cor do governo pode constituir-se como um factor negativo para o desenvolvimento dessa região. Como são todos amigos dobram em círculo até ficarem dentro da mesma roda. Aceitam as decisões para não provocar ondas de desestabilização de interesses.
Com a notícia do jornal “Abarca” da última semana, sobre a não construção da ponte e das estradas subsequentes, reforcei a minha ideia concluindo: é claro que os responsáveis do partido da nossa zona ou mesmo governantes, torceram-se todos para não quebrar nem beliscar o supremo.
Na mesma edição do jornal, verifiquei que outros autarcas vizinhos se prontificaram de imediato a contestar estas decisões governamentais que, na verdade, já estão a prejudicar o desenvolvimento da nossa região. Não recearam quebrar círculos de interesses.
Se continuarmos a permitir que os nossos autarcas dobrem, vamos confrontar-nos com um maior atraso estrutural e consequente perda de competitividade regional.

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04.fevereiro.2010 | JOÃO BAPTISTA PICO (ABRANTES)

AGORA É QUE A POPULAÇÃO
TEM MOTIVOS PARA TER MEDO

«A presidente da Câmara de Abrantes apelou à população para não se deixar intimidar pelo grupo de delinquentes que tem fomentado um clima de insegurança na cidade e para apresentar queixa junto das autoridades sempre que tenha conhecimento de actos ilícitos.
E acrescentou: “esse grupo de jovens, alguns com menos de 16 anos, está identificado como sendo o responsável pelo clima de medo e de insegurança” que se sente em determinados pontos” da cidade, e sobre alguns deles recaem processos tutelares educativos no Tribunal Judicial de Abrantes.
A autarca vincou: “não tenham medo de represálias e apresentem queixa” junto das autoridades policiais.
E apontou a criação de um Conselho Municipal de Segurança (CMS) e respectivo regulamento, um instrumento considerado “fundamental” para combater os fenómenos da criminalidade e da delinquência no concelho.
Paradoxalmente, logo identificou o CMS como uma entidade de natureza consultiva e avisou que o CMS “não é uma varinha de condão e não vai resolver os problemas no imediato”, tendo afirmado “acreditar” que irá “sentar à mesma mesa” as várias autoridades com responsabilidades na matéria.
Infelizmente, para os abrantinos, essas autoridades ditas com responsabilidades, diante de tamanha gravidade, nem sequer se acharam no dever de se sentarem à mesma mesa para analisarem o problema. Isso diz tudo.
Mais: a autarca não sabe ao certo quem sejam essas entidades responsáveis, e se as mesmas querem ou estarão dispostas a sentarem-se à mesma mesa, o que é algo caricato e não augura nada de bom.
Quando já estão todos os autores das turbulências identificados e com processos a correrem em Tribunal, a autarca acabou por negar ser Abrantes uma cidade insegura. Outra terrível contradição e uma desmotivação para as ditas entidades responsáveis procurarem o CMS agora criado.
E se a Câmara nunca actuou antes da agressão perpetuada por dois desses jovens, (ao dono do automóvel danificado e à sua filha em plena cidade), e se é essa mesma autarca, quem vai avisando para não esperarem por resultados imediatos, então torna-se por demais evidente, que agora é que será mesmo caso, para todos os munícipes recearem o pior.

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28.janeiro.2010 |

CARTA ABERTA

Exma. Senhora
Presidente da Câmara Municipal de Abrantes
Venho por este meio expor, a V.Exc.ª, dois pontos:

Ponto 1:
Resido no Tramagal e, com frequência, vou a Abrantes.
Dado o mau tempo que tem havido – chuva e vento, por vezes muito forte – tenho um certo receio de utilizar a Estrada Nacional 118.
As valetas estão cheias de terra e/ou ervas que impedem a saída da água e, mais do que isso, há ramos e, até, árvores que poderão cair para cima de carros ou outros meios de transporte.
E porque, normalmente neste País, só quando há mortes ou lesões graves é que aparece alguém para tratar da segurança, peço a V. Exc.ª que dê conta às Estradas de Portugal para que se faça uma vistoria, não só a este bocado de estrada, mas a todas que, no País, necessitam de tais inspecções.

Ponto 2:
Quando, recentemente, houve eleições para as autarquias, tive uma certa fé e alegria por pensar que o Tramagal, por ser Vila, iria beneficiar dos autarcas que ganharam.
Infelizmente, porém, até hoje nada mudou: os contentores cheiram mal; o lixo abunda junto dos contentores; os pinhais estão cheios de colchões, frigoríficos, de máquinas de lavar loiça e/ou roupa, micro-ondas, televisões, etc.; os poucos jardins que há não têm a manutenção necessária, alagam ou secam; os passeios e as ruas permanecem com papéis e outros objectos; os “estendais”, dos fios dos telefones ou da electricidade, parecem estar à espera que haja alguém que pendure neles a roupa, etc., etc..
Quando recebo Amigos que me vêm visitar e me pedem para lhes mostrar a Vila, eu lá vou com eles, muito envergonhado.
Envergonhado e, também, “corado”!
Exma. Senhora Presidente do Município de Abrantes, para terminar, vou pedir-lhe um favor: Deixe que a Vila volte a ser uma linda Aldeia, como outrora foi!...

Com os meus cumprimentos,
(Um) Filho Adoptivo que gosta de Viver com a Família, nesta terra de Boa Gente

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outubro.2009 | RICARDO MARTINHO

GRIPE COM HORA MARCADA

Pelas 06h45 ao acordar os meus filhos para os levar para a escola verifiquei que uma das miúdas, de 4 anos, estava cheia de febre e assim que lhe toquei começou a vomitar e a queixar-se com dores de cabeça.
Liguei para nova linha de saúde 808242424. Atenderam logo a chamada, expliquei a situação e depois de um longo questionário disseram para me deslocar com urgência ao “Serviço de atendimento à gripe” em Santarém, pois havia grandes possibilidades de a miúda ter gripe A. Cheguei a Santarém por volta das 10h30 e qual foi o meu espanto quando dei com a porta fechada e um horário grande, escrito a vermelho que dizia: HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS 14 ÀS 22 DIARIAMENTE INCLUINDO SÁBADOS DOMINGOS E FERIADOS.
Voltei a contactar o número 808242424 e informei o que se passava. Disseram que tinha que esperar pela abertura. Contrapus. Não podia esperar. A miúda estava cheia de febre e a vomitar e disse que ia ao hospital de Santarém. Então informaram-me para ir as urgências e que iam enviar um fax. No hospital fui bem recebido, a miúda teve um atendimento espectacular e ao fim de 3 horas de exames e raio X verificou-se que não tinha gripe A, mas sim muita expectoração e uma gastroenterite.
Agora pergunto: será que a gripe A só ataca das 14 as 22? Será que um utente tem de fazer 40km para se deslocar às urgências de um hospital, tendo um ao pé da sua residência, dado que resido perto do hospital de Torres Novas?
Se alguém necessitar de ligar para a nova linha de saúde 808242424 e for encaminhado para Santarém já sabe não adianta ir antes das 14horas ou depois das 22horas. Fora desse horário “não” há gripe.

 

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outubro.2009 | PINA DA COSTA

ESCLARECIMENTO

No anterior número de Abarca, na secção da Opinião Pública, são identificados alguns problemas na área do Ambiente. Porque o Ambiente é preocupação central nas sociedades modernas, exigindo profundas mudanças de atitude do cidadão e da Administração, deixo alguns esclarecimentos.
No que respeita à rua Quinta dos Bicos, Tramagal, a empresa concessionária do saneamento informa que a caixa estava reparada aquando da publicação do jornal. Se, como alega o munícipe, a intervenção não é suficiente, será estudada melhor solução, o que já foi pedido aos respectivos serviços.
Quanto à sequência de fotografias sobre lixos numa rua do Tramagal, também já foram dadas instruções para corrigir estas situações e reforçar o controlo das equipas de recolha. No entanto, estas fotografias ilustram bem que sem a colaboração de todos é impossível manter as nossas ruas e localidades limpas.
Na primeira fotografia existem sacos de plástico (com lixo) no chão. Ora o lixo nunca deve ser colocado fora dos contentores por questões de higiene e saúde pública, bem como de ambiente e estética urbana. Se não cabe, deve-se guardar até ao dia seguinte. Se é frequente os contentores ficarem demasiado cheios, solicite-se na Junta de Freguesia ou SMA o reforço de contentores. Na segunda foto o plástico foi substituído por papelão. Acontece que, precisamente no mesmo local, existe um ecoponto. O papelão deveria ter ido para o contentor respectivo. A recolha selectiva deve ser preocupação de todos. Em 2008, os SMA investiram cerca de 250 000 euros na melhoria da recolha dos Resíduos Sólidos Urbanos, mas sem a colaboração de todos (insisto) nenhum serviço ou sistema é eficiente.
Em todas as fotografias aparece o que aparenta ser desperdícios vegetais. Tais resíduos não devem ser colocados nos contentores, muito menos fora deles. O ideal é cada um ter no seu jardim ou horta uma pequena compostagem. O resultado é a melhoria do próprio solo. Não sendo viável, deve-se contactar os SMA que têm um sistema de recolha de lixos de grandes dimensões (monstros domésticos), incluindo electrodomésticos, colchões, desperdícios vegetais, etc. Este serviço é ao domicílio e completamente gratuito. Existe uma viatura exclusivamente para este efeito todos os dias úteis.
Os números mostram que muito tem sido feito nos últimos anos na área do Ambiente e que os Abrantinos têm aderido bem à recolha selectiva, mas ainda estamos longe dos melhores indicadores europeus.
Quanto à carta do leitor Nuno Alves, ele próprio remete para o período eleitoral e só nesse contexto se entende. Com efeito, na situação que ele descreve, os esgotos não correm para o sistema de águas pluviais. Existe um by-pass de segurança a cota superior ao do esgoto e ligeiramente abaixo da cota de algumas caves que eram inundadas antes desta solução. Só funciona em situações de excepcional pluviosidade e concentrada em curto período de tempo (na maioria dos anos não chega a funcionar). Nestas alturas, as águas dos esgotos vão muito diluídas não provocando impactes ambientais significativos, embora não seja a solução ideal.

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outubro.2009 |

LAVAGEM DE CONTENTORES
EM TRAMAGAL

O lixo lá vai sendo retirado dos contentores nem sempre com a frequência desejável. Mas no que toca à lavagem nem quando o S. Pedro decide mandar chuva.
A foto foi enviada por um leitor e garante que os resíduos acumulados formam um segundo fundo nestes recipientes.

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setembro.2009 | JP (TRAMAGAL)

PSEUDO SINAL

Junto envio uma foto de um pseudo sinal que se encontra junto a um edifício degradado no centro da vila de Tramagal e perto do Largo da Igreja, onde passam muitas pessoas e veêm este mau exemplo de conservação.
Não custava nada a Junta de Freguesia mandar tirar ou alterar o sistema!

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setembro.2009 | JOAQUIM GRAÇA (ENTRONCAMENTO)

O ANALFABETISMO EM PORTUGAL

Segundo as estatísticas, neste Dia Internacional da Alfabetização, em Portugal, existem 796.876 pessoas que não sabem ler nem escrever, ou seja, 9% da população.
Como é possível, sendo certo que há mais de 35 anos, aconteceu uma Revolução para pôr termo a essa cegueira?!
Acresce o abandono escolar precoce e existe o analfabetismo funcional onde se inclui a esmagadora maioria da população.
Estamos em eleições gerais e locais, o que propõem os candidatos para combater estas chagas da sociedade potuguesa?

Duas Notas
Paulo Futre disse aos jovens futebolistas que cometeu um grande erro ao deixar de estudar, incentivando-os a primeiro estudar e só depois o futebol, ele que, tal como Luís Figo e Cristiano Ronaldo, ganhou milhões com o futebol!
A segunda nota é que não me lembro doutro tempo e acções para combater o flagelo do analfabetismo que nos anos 60 Salazar procurou implementar!

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setembro.2009 | JOAQUIM GRAÇA (ENTRONCAMENTO)

MUDAR PARA LIMPAR O ENTRONCAMENTO

Alguns temas para desenvolver e modernizar a capital do comboio
* A partir do desmantelamento da cidade ferroviária, promover a transição para uma cidade nova
* Resolver o problema do abandono e desleixo a que foi votada a estação ferroviária
* Na parte do urbanismo, resolver
- as casas antigas, degradadas e abandonadas, incluindo as da CP
- os terrenos abandonados, limpando-os das ervas secas
- transformar as ruas e estradas de aldeia rural em ruas de cidade
- criar espaços para circulação de peões e bicicletas
* Na saúde, garantir médicos de família para todos
* Apoiar a qualidade de vida das pessoas mais idosas
* Apoiar o Movimento Associativo, em igualdade para todos
* No desporto, definir critérios das modalidades desportivas a apoiar
* Apoiar as escolas e os estudantes mais carenciados
* Na cultura, criar espaços vivos e participados
* No comércio, apoiar as PME's e o pequeno comércio
* Esclarecer a extinção/falência do histórico GDFE e as dívidas que dizem existir e o destino dos escombros da sede da Rua Almirante Reis

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8.setembro.2009 | ANTÓNIO MOREIRA

PARQUE DE CAMPISMO

Sou um frequentador do concelho de Abrantes, e a minha estadia era no parque de campismo. Eu e muitos outros ficámos tristes pelo seu encerramento. É certo que as condições não eram das melhores, mas no país já frequentei pior.
Esperamos que o encerramento não seja definitívo, porque Abrantes ficava um pouco mais pobre nas visitas ao Concelho

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setembro.2009 | NUNO ALVES (ABRANTES)

REDE DE ESGOTOS LIGADA A REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS EM ABRANTES

A pouco mais de um mês para a realização de mais um acto eleitoral autárquico (portanto quase quatro anos de mandato concluídos), tem de ser a população a de vir a público, para denunciar mais uma situação irregular no concelho de Abrantes (…).
Na Freguesia de S. Vicente (Abrantes), mais concretamente na Rua Quinta D’Arca, também conhecida pela Urbanização do Condoal, na Chainça, existe um cheiro a esgotos que não se pode. Não estou a falar directamente de esgotos a céu aberto, mas de esgotos que estão ligados à rede de águas pluviais, que provavelmente vai dar ao mesmo (…).
Será que vamos ter que esperar que a ETAR dos Carochos esteja concluída que, para além de se começar a tratar das águas residuais que já poluíram quanto baste o Rio Tejo, criar na mesma, um sector para tratamento das “águas pluviais”?

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13.julho.2009 | LUÍS HORTA FERREIRA

TRAMAGAL SOLIDÁRIO

Vivemos tempos conturbados, de incerteza, nalguns casos, de desespero, pela perda do emprego, da habitação, pela dificuldade em pagar as contas ou pela mundança radical no estilo de vida.
Nos dias de hoje, os governos apressam-se a cobrir o caos causado pelos negócios bancários mal feitos, inseguros e muitas vezes escuros ou pouco claros. As economias mundiais recuam e a portuguesa não é excepção, o desemprego aumenta consideravelmente e com ele aumenta a frustração dos menos afortunados.
Nesta era de materialismo, de consumismo, da doença do ter, dos luxos do crédito, da contínua fantasia do culto da celebridade, a solidariedade, a fraternidade, a generosidade e a cooperação são de uma importância extraordinária.
Neste contexto, quero nesta publicação, realçar o trabalho desenvolvido por quatro associações de solidariedade social do Tramagal, são elas:
Associação Vidas Cruzada, Artram /UTIT, Centro de Dia, Associação de Dadores de Sangue.
Todas elas merecem o meu respeito e veneração, por tudo o que têm feito em prol da população do Tramagal/Crucifixo e a todas elas quero agradecer, dizendo um muito OBRIGADO, a todas as pessoas que delas fazem parte, aos dirigentes, aos sócios, amigos, colaboradores e simpatizantes, aos idosos e menos idosos, que de forma desinteressada e honesta, contribuem de forma decisiva para o bem estar dos mais necessitados, promovendo o amor e o respeito ao próximo.
Mais uma vez, o meu muito OBRIGADO por tudo!

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13.julho.2009 | EDUARDO SILVA

FONTES SEM PLACAS

Sendo as Fontes, Carvalhal e Souto três bonitas freguesias do nosso concelho [Abrantes], que formam um triângulo junto à barragem de Castelo do Bode, continuo sem perceber porque a 1ª não tem qualquer placa identificadora da sua localização, nos cruzamentos de Vale de Rãs e Chainça, ao contrário das outras duas. Até as Sentieiras, que nem freguesia, e a Quinta das Sentieiras têm placas por tudo quanto é sítio

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julho.2009 | LEITOR IDENTIFICADO

“O DESENCANTO”

A Câmara de Abrantes fomentou a construção de um complexo desportivo, com três campos relvados e sintético, com algum do dinheiro dos contribuintes.
Depois, na pessoa do seu presidente – é o sócio número um - criou uma equipa de futebol sénior. Tudo bem.
Que eu saiba, em Abrantes já há muitos anos que não havia vocação para o futebol sénior, mas sim, para as camadas jovens do Sporting e do Benfica de Abrantes, que até têm um grande historial no concelho e que tão bem o têm representado. Mereceriam, esses sim, ser apoiados como deve ser.
No AFC começaram por pagar ordenado altos de mais para o meio e no escalão em que estavam, pois tinham começado na 2.ª divisão distrital, o que veio destabilizar algumas equipas do concelho e da região.
Quiseram começar depressa demais e a subir tão alto que já se pensava na liga de honra. Mas foi o que se sabe. Não souberam ir devagar e caíram. O AFC acabou!
Segundo se consta, o estádio é para vender.
O senhor presidente até dizia, na altura, que agora já tinha onde ir à tarde, aos domingos. E agora?
No atletismo, o TSU sempre teve grande actividade e alguns campeões e tinha, na altura, uma das melhores pistas do país.
Com a construção da pista em Abrantes, o atletismo em Tramagal quase acabou e a pista foi-se degradando.
Depois incentivou a prática de um desporto americano: o Basebol. Um desporto caro e só praticado por pessoas com mais posses.
Será que vai levar muito tempo a acabar?
O centro de Abrantes é o que se sabe e vê, está em decadência. É só lojas à venda e outras a fechar. O que lhes vai valendo é os festejos de verão.
O cemitério de Santa Catarina é mais uma obra à americana, as pessoas estão descontentes com a situação. Segundo consta, pelo menos, já lá há corta relvas grátis (os coelhos) e não é necessária mão de obra. É o que nos vale!
Os gastos com a água e a conservação são contabilizados?
O Aquapólis é um dos ex-libris do presidente e foi um investimento, que não tem retorno e um dinheiro mal gasto. Se tivesse sido feito onde irá ser construída a nova ponte, tinham-se poupado alguns milhares e tinha tido alguma utilidade.
As actividades ali realizadas têm que ser a câmara a organizar e é só quando se junta ali alguém, porque nos outros dias está às moscas.
O sr. Presidente também dizia que gostava, que frequentava e era bom! Será que agora ainda frequenta ou é só ele que lá vai tomar banho?
Quando não há actividades, aquilo é um deserto. De semana então, Não se vê lá ninguém.
Agora construíram lá um monumento não sei a quê. Se aquilo não tem movimento, para quê gastar mais do nosso dinheiro ali?
No Largo dos Combatentes, no Tramagal, foi construído um mamarracho, para ser uma das praças mais bonitas.
De bonito não tem nada e funcional também não. É mais o tempo que está avariado do que a trabalhar. Era para fazer 14 operações se faz duas já é muito.
Os bancos existentes no largo são desconfortáveis. No Verão são quentes de mais e no Inverno são frios. Quem se quiser lá sentar tem que levar uns papelões, como se tem visto.
Foi criado o mercado semanal ao sábado em Abrantes, com o fim de acabar com o de Tramagal, segundo se constou. O que tinham à segunda não chegava?
Os feirantes só lá estiveram enquanto o espaço foi de borla. O de Abrantes acabou e o de Tramagal continua.
A câmara também gastou uns milhares de euros na execução de uma planta para o quartel dos bombeiros, a qual foi para o lixo
Quem paga tudo isto? Somos nós!
Quando da alteração da Estrada Nacional 118, tinha-se dito que o piso ia ser rebaixado. Não foi e é o que se pode ver. Altos e baixos nos passeios e a circulação não é só difícil para os deficientes, mas também para os idosos. E ainda foram pessoas do Tramagal que alertaram para o que se estava a fazer, e depois toca a alterar. E os semáforos onde estão? Tudo isto custa dinheiro dos nossos bolsos.
Não há um parque infantil, digno desse nome, na vila de Tramagal e no Verão pode verificar-se isso.
A SAT, catedral da cultura no concelho, só foi visitada nos dias de espectáculo, uma ou duas vezes pelo sr. Presidente da Câmara, nestes 15 anos de cargo. Tinha medo de qu~e?
A Associação dos Dadores de Sangue da Freguesia de Tramagal, uma instituição de grande nível e com trabalho realizado na área da recolha de sangue e não só, não teve a honra da visita da figura do presidente da câmara nestes anos todos, porquê? Nem nos dias de aniversário, onde tem estado um representante do Governo Civil!
Qual a razão do arquitecto que fez a planta do tanque de aprendizagem de natação no Tramagal, não colocar duas casas de banho na sala dos professores, se há homens e mulheres a darem aulas?
E se era para ser frequentado por bebés, como é o caso, qual a razão de não haver um local para as mães e familiares estarem a ver os seus filhos, sentados num local condigno e não nas cadeiras do bar e outros na rua ao frio’ Quando há festivais ainda pior, porque o espaço é pouco no bar e têm que estar ali uma hora à espera, em pé.
Foi falta de espaço, ou incompetência? E ninguém verificou?
Na inauguração do tanque de aprendizagem de natação do Tramagal, foi dito pelo sr. Presidente que esperava que o investimento fosse rentabilizado. Tudo bem, só que o preço que estamos a pagar é exagerado e muitas pessoas desistiram. Porque não baixar um pouco o preço para ter mais gente? Será que os outros investimentos em Abrantes e no concelho, também estão a ser rentabilizados?
O sr. Presidente vai sair da câmara, não será por medo como disse alguém, mas sim para um cargo mais alto em qualquer lado. A ver vamos!
Quem paga todos estes erros? E haverá muitos mais cometidos ao longo desta governação do concelho. E é gente desta que nos governa!
Somos nós que pagamos a água das mais caras do país e agora é só tarifas e mais tarifas e quem é a responsável pelos serviços municipalizados? É a nova candidata, mas também já só fala em Abrantes. E as outras terras do concelho? Vai continuar tudo na mesma como dantes!

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22.junho.2009 | JORGE COSTA

LASTIMÁVEL

É com tristeza que verifico o estado lastimável em que se encontra o cemitério da freguesia da Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha).
O local onde repousam os nossos antepassados está completamente ao abandono, conforme podem constatar pelas fotos que envio.
Visitem o local e vejam aquilo que eu todas as semanas vejo quando visito as campas da minha avó, do meu avô e da minha mãe.
É certo que isto pode parecer uma notícia banal e irrelevante para o vosso jornal, mas como mexe com os meus sentimentos não podia deixar de alertar alguém para o que se

passa.

Com os melhores comprimentos e grato pela atenção

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19.junho.2009 | P’LOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DA ESCOLA EB1, N.º 2, DA PENHA, TRAMAGAL

TODOS DIFERENTES,
MAS FINALMENTE TODOS NORMAIS

Em primeiro, gostaria de agradecer ao jornal Abarca todo o apoio dado à Escola EB1, n.º 2, da Penha, em Tramagal.
Em segundo lugar e no encerramento deste ano lectivo, gostaria de informar que, finalmente, se conseguiu debelar, um dos grandes problemas, senão o maior desta escola: a vedação.
Depois de várias diligências, de contactos com várias instituições e empresas da região, sem “braços de ferro”, sem guerras, mas com muito amor e carinho pelas

crianças, conseguimos que elas, e quem trabalha na escola, ficassem com mais segurança.
É certo que os apoios foram escassos, mas com boa vontade e ajuda de várias empresas, conseguimos, por fim, efectuar o objectivo a que nos propúnhamos.
Com esta obra efectuada, bem como o arranjo dos espaços exteriores, já sentimos mais alegria, mais sentido de segurança nas crianças quando vêm para o seu recreio diário. E nós, pais, sentimos que de alguma forma, elas, professoras e auxiliares, se encontram mais seguras.

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19.junho.2009 | JOÃO NEVES

TRAMAGALENSES DA MARINHA GRANDE

Este ano cerca de 120 participantes - entre radicados, familiares e amigos vindos do Tramagal, e de outras localidades, incluindo o grupo da SAT "O Rouxinol" – estiveram presentes no 6.º convívio da comunidade Tramagalense radicada na Marinha Grande. O encontro foi a 10 de Junho, no parque de merendas da Portela (Marinha Grande)
O primeiro ponto alto foi o almoço, que este com a oferta do vinho por parte da adega "Quinta Casal da Coelheira", e onde como é hábito as pessoas se deslocam a outras mesas para provar as iguarias trazidas pelos amigos, numa alegre convivência e boa disposição.
Depois de algumas quadras lidas pela Maria Angélica teve lugar a primeira actuação do

Rouxinol, que foi efusivamente aplaudida por todos os presentes.
Durante a tarde houve jogos tradicionais para delícia da pequenada e dos adultos que os viveram com tanto ou mais entusiasmo que os mais pequenos.
Com o avançar do dia houve nova actuação do grupo da SAT e a entrega de lembranças a cada elemento do grupo e à colectividade.
Como sobrou dinheiro, angariado para a deslocação do Rouxinol, foi decidido que o remanescente seria dividido entre a SAT e o TSU, que gentilmente emprestou uma carrinha para a deslocação.
Como momento musical tivemos ainda a actuação de alguns membros dos TOCÁNDAR, grupo de percussão Marinhense já com alguns CDs editados. Este momento, foi possível devido a dois dos seus membros serem filhos de tramagalense.
Seguiu-se a eleição da comissão de 2010, composta por Liliana Neves, Celeste Baião e Maria João Mata.
Por último, os presentes foram postos a par do andamento do Fórum Tramagalense e da criação do museu virtual do Tramagal.
Com a certeza de nos voltarmos a encontrar para o ano deu-se por encerrado um dia bem passado e de boa disposição.

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15.junho.2009 | HANS CASTORP

MUSEU DO TRAMAGAL

Cara Directora Margarida Trincão,
Após leitura do seu artigo sobre o museu do tramagal fiquei absolutamente indignado.Como é que é possível proporem um museu nesses moldes? Têm noção que esse conceito de museologia é do mais retrógado que há? Sabiam que as novas práticas museológicas recomendam o museu como o solução aglutinadora e dinâmica do todo social e não como uma \"montra de memórias\"!!!!??? Já é bastante triste a ausencia de espírito critico que existe na imprenssa abrantina (...) e ainda têm a coragem de evidenciar sugestões tão anacrónicas...Enfim, se propusencem um museu nacional da indústria ou do Ferro (ou de arqueologia industrial que não existe no nosso país e tão bons resultados dá, olhe ali em Espanha...), assente no espólio de arqueologia industrial que existe recolhido pelo senhor Estudante e que vergonhosamente apoderce nas instalações da Futrimetal...Olhe,sabia que o desenho técnico da mdf, tem um potencial pedagógico imenso e é um dos casos de apodrecimento...estão lá mais de 3000 patentes da excelência da técnica tramagalense...Já contou quantas escolas profissionais existem de Abrantes ao Entroncamento e que poderiam tirar partido deste museu de Arqueologia Industrial?? Ah, e para não falar das promessas do arquitecto albano nos 150 anos do nascimento do velho Duarte Ferreira. O munícipio optou pelo Museu Ibérico... A Unesco recomenda que a riqueza dos povos reside na sua identidade e na formação de estratégias turísticas com vista a fortalece-las...o Municipio faz o contrário...Aposta em colecções de peças manhosas subtraídas ao subsolo sem respeito nenhum pelo ser humano que as elaborou...Conta o objecto e o valor económico do mesmo, e a dimensão humana...? onde estão os relatórios arqueológicos das peças?...Será que anda tudo a dormir neste concelho? do que é que vale ter um museu de arte pré-histórica se não existem dados de modo a ter um serviço educativo eficiente do ponto de vista pedagógico...Os Museus não são só montras, e fazer uma deste tamanho num concelho de Abrantes, em tempo de crise, é uma afronta ao contribuinte abrantino que anda a pagar maquetes de 400 mil euros e antevisões por pouco menos... Fernando Catroga ensinou-me que a vaidade enfraquece quase sempre a identidade dos povos...ou será que não é assim?

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1.junho.2009 | HÁLIA COSTA SANTOS (recebido por e-mail)

ESCOLA ANTÓNIO TORRADO

Escrevo esta mensagem na qualidade de mãe que tem vindo a assistir, nos últimos dois anos, a um trabalho notável desenvolvido pela Escola Básica Integrada António Torrado, em Abrantes. Conheço sobretudo as actividades do pré-escolar e da biblioteca. Em conjunto, têm proporcionado às crianças um contacto muito interessante com o mundo dos livros, estimulando a criatividade e o gosto pela leitura. Como resultado deste trabalho, foi hoje, dia 1 de Junho, inaugurada a Expo Livro do Jardim de Infância António Torrado. Trata-se de um conjunto de livros, produzidos pelas próprias crianças, individualmente ou em grupo. O resultado mostra, claramente, que há muito trabalho verdadeiramente importante a ser feito. Este trabalho merece o reconhecimento dos pais, mas também merece que a comunidade o conheça. Por isso, peço a vossa atenção e, se puderem divulgá-lo, penso que estariam a contribuir definitivamente para valorizar um trabalho que merece ser destacado.
Horário e funcionamento da Expo Livro do Jardim de Infância António Torrado - Biblioteca Escolar da Escola António Torrado, até 3 de 1 a 3 de Junho, das 9h15 às 12h00 e das 14h30 às 17h30; Biblioteca Escolar da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, dias 4 e 5 de Junho; Biblioteca Municipal António Botto, de 8 a 12 de Junho
Em nome das crianças, obrigada pela vossa atenção!

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12.maio.2009 | AMADEU BENTO LOPES (recebido por e-mail)

SUCESSOS DE “MOURISCAS EM DISCUSSÃO”

No dia 11 de Abril de 2009, em Mouriscas, mais concretamente no Ginásio do Antigo Colégio Infante de Sagres, agora Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, realizou-se um encontro de Mourisquenses, organizado pelo grupo de reflexão “Mouriscas em Movimento”. Esta escola foi o espaço (emblemático) escolhido para se falar do que foi, do que é e um pouco do que poderá vir a ser a nossa terra, enquanto Aldeia Rural do interior do País, “terra de charneira situada entre 3 províncias (Beira Baixa, Alto Alentejo e Ribatejo)”, como se disse numa das intervenções.
Para já, o que nos impomos fazer é não cruzar os braços e pedir às pessoas de Mouriscas que façam o mesmo e que venham, cada vez mais, a colaborar com o nosso Movimento, de uma maneira desenvolvimentista e empreendedora, para “qualificar” Mouriscas e os mourisquenses.
(…) O mais interessante neste tipo de encontros é que as pessoas têm a oportunidade de reflectir sobre os problemas comuns e podem manifestar-se livremente sobre os mesmos.
Temos de aproveitar as possibilidades que a globalização nos dá e saber aproveitá-las em nosso proveito, porque senão seremos conduzidos e consumidos por ela.