Os Operadores dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) têm dificuldade em obter a localização das ocorrências. São as conclusões do primeiro estudo realizado para procurar quantificar uma dificuldade desde sempre sentida pelo CODU. O mês de Setembro de 2011 foi o objecto de estudo.
Do levantamento efectuado no referido mês, constatou-se que das 90.244 chamadas recebidas nos CODU do INEM, em 643 casos houve necessidade de contactar o local para apurar dados mais detalhados para o encaminhamento dos meios de socorro. Ou seja, em causa estão 0,7% das chamadas. Em todos os casos o meio foi imediatamente accionado, enquanto decorria a confirmação da morada exacta e o socorro nunca foi posto em causa.
A não georreferenciação da chamada que é encaminhada pelo 112 para o CODU do INEM, a localização errada e/ou incompleta fornecida pelo contactante e a dificuldade no registo da informação por parte do Operador do CODU são alguns motivos apontados. O documento apresenta ainda alguns exemplos concretos: ruas num mesmo concelho com o mesmo nome; freguesias e localidades com o mesmo nome em concelhos diferentes; pessoas que no stresse da situação de emergência não conseguem presença de espírito para indicar o local onde estão; acidentes em locais desconhecidos para os envolvidos, incapazes de dar indicações concretas do local, etc.
Perante os resultados do referido estudo, o INEM apela à colaboração dos cidadãos para que nestas situações informem de forma simples e clara
o tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.), a localização exacta e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência e as principais queixas e as alterações que observadas. |