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29 JAN 2026
DEPRESSÃO KRISTIN | Manuel Jorge Valamatos fala em "grande catástrofe" na região e apela ao sentido de solidariedade das populações
Por Jornal Abarca
Foto: Município de Ferreira do Zêzere
Foto: Município de Ferreira do Zêzere

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, referiu hoje ao abarca que “o balanço provisório” na região aponta para “uma grande catástrofe” com “sete municípios que accionaram os seus planos municipais de Protecção Civil devido à imensa destruição”, concretamente Abrantes, Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Sardoal, Mação e Vila Nova da Barquinha e com prejuízos financeiros “que ultrapassam as dezenas de milhões de euros”.

O principal motivo desta destruição prende-se com “a queda de árvores que causa destruição na estrutura eléctrica, que é muito difícil de repor”. As situações mais preocupantes incluem “populações que estão há 48 horas sem energia” o que causa um efeito dominó pois “com este colapso há outras estruturas básicas que são arrastadas”. Ainda assim, Manuel Jorge Valamatos aponta que “a e-redes tem feito um trabalho extraordinário, mas há muitas redes destruídas e é muito complicado resolver todas as situações de forma rápida”. As estruturas públicas também estão afectadas com escolas encerradas, coberturas de edifícios que voaram, postos médicos encerrados, estradas cortadas, entre outros. “A reposição da energia é fundamental para o regresso à normalidade”, garante.

Ao dia de hoje a e-redes indicava que 408 mil clientes estavam ainda privados de energia eléctrica onde se destacam os distritos de Leiria (209 mil clientes afectados), Santarém (42 mil), Coimbra (34 mil), Portalegre (27 mil) e Castelo Branco (11 mil).

O autarca considera fundamental o Governo ter declarado o estado de calamidade pois acredita que isso ajudará a região a reerguer-se: “Vamos ter de nos recuperar”, diz esperançoso: “É muito importante que o Governo nos possa ajudar de forma objectiva para nos dotar de meios e recursos para voltarmos à normalidade”. Valamatos considera ainda que não há motivo para o socorro à região não ser visto com a mesma urgência de outras zonas do país que atravessam situações críticas: “Toda a região centro está afectada, cada uma com os seus prejuízos, e penso que o Governo olhará para todo o país de igual forma”.

Valamatos agradece às equipas de socorro e apela à solidariedade das populações
O líder da Comunidade Intermunicipal mostra-se feliz por não existirem na região mortes ou feridos graves a lamentar, “mas há pessoas desalojadas que tivemos de deslocar. Há muitas famílias em situações de grande fragilidade e um trabalho muito intenso para os próximos dias”, indica.

Valamatos elogia o trabalho das equipas de socorro: “O que seria de nós sem estas instituições? Sem os nossos bombeiros, a PSP, a GNR, a Cruz Vermelha, todas as estruturas de apoio, as equipas técnicas das câmaras municipais e das juntas de freguesia, todas as pessoas que têm trabalhado em prol da comunidade, muitas vezes à noite e à chuva com condições climatéricas muito severas, o que provoca muitas dificuldades, e têm feito um trabalho incrível, um trabalho extraordinário no apoio às populações”, elogia.

Por último apela “ao sentido de cidadania das populações para que cumpram as regras indicadas pela Protecção Civil” e “à solidariedade entre todos para ultrapassar este momento tão difícil”.

A depressão Kristin afecta Portugal desde a última terça-feira, 27 de Janeiro, e as autoridades apontam para o risco de inundações nos próximos dias. O evento natural causou a morte de 5 pessoas e deixou dezenas de pessoas isoladas devido às falhas de energia em todo o país, concretamente na zona centro, além de um elevado rasto de destruição, o que levou o Governo a decretar o estado de calamidade em 60 municípios até ao final do dia 1 de Fevereiro (domingo).

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