A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo [CIMT] manifestou o seu “total desacordo” relativamente às declarações proferidas pelo Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, nas quais são atribuídas às autarquias responsabilidades pela demora na atribuição de apoios à reconstrução de habitações afetadas pelo recente episódio de mau tempo.
A CIMT vinca que “estas afirmações não correspondem à realidade do processo em curso e revelam uma leitura incorreta das responsabilidades atribuídas às diferentes entidades envolvidas”.
Além disso, a entidade recorda que foi o próprio Governo quem decidiu atribuir aos municípios a verificação das candidaturas relativas aos apoios para a reconstrução das habitações, sem consulta prévia às autarquias e sem o necessário reforço de meios técnicos e administrativos que permitisse responder com maior rapidez às necessidades das populações.
A CIMT alerta que os municípios têm estado, “como sempre estiveram”, na linha da frente no apoio às populações afetadas, mobilizando recursos humanos e técnicos e procurando dar resposta às situações identificadas com o maior sentido de responsabilidade e proximidade.
Neste contexto, “a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo revê-se inteiramente na posição pública assumida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, considerando que este tipo de declarações não contribui para a resolução dos problemas, nem para a cooperação institucional que deve existir entre a Administração Central e o poder local”.
Para mais, considera a CIMT, o momento exige responsabilidade, cooperação e respeito pelo trabalho que diariamente é desenvolvido pelas autarquias na resposta às necessidades dos cidadãos.
Assim, garantem, “a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo continuará empenhada em colaborar com todas as entidades competentes para garantir que os apoios cheguem às populações com a maior brevidade possível”.