É já este domingo, 29 de março, que regressa o horário de verão a Portugal. Assim, quando for 01.00h em Portugal Continental e no Arquipélago da Madeira, os relógios adiantam uma hora passando para as 02.00h, enquanto no Arquipélago dos Açores a mudança sucederá à meia-noite passando a ser 01.00h.
Este horário caracteriza-se por “dias mais longos”, ou seja, o sol põe-se mais tarde permitindo mais horas de luz natural ao fim do dia. A reversão acontecerá no último domingo de outubro que, este ano, será no dia 25 de outubro, data em que os relógios irão atrasar uma hora.
O fim da mudança da hora é possível?
A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo: sim, é possível. E o caso está a ser estudado. Em 2018, o Parlamento Europeu aprovou uma proposta para colocar um ponto final nesta prática com 410 votos a favor, 192 contra e 51 abstenções.
Mas depois chegou a parte complexa da resposta à pergunta acima: os Governos dos Estados-membros nunca conseguiram estabelecer um acordo sobre qual o horário a adoptar. Ainda assim, recentemente a Comissão Europeia pronunciou-se sobre o tema considerando que “uma solução coordenada ainda é possível”.
Muitos especialistas defendem a adopção do horário de inverno de forma permanente por ser o que se adapta melhor ao relógio biológico dos humanos, enquanto outra facção defende a adopção do horário de verão por permitir hábitos de vida mais saudáveis.
Em Portugal a mudança da hora é uma realidade desde 1916, tendo sido interrompida entre 1992 e 1996 por decisão do Governo liderado por Cavaco Silva, quando adoptámos o horário da Europa Central, o mesmo de Bruxelas. A decisão seria anulada pelo Governo de António Guterres e voltámos ao sistema de mudança da hora duas vezes por ano.