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25 MAR 2026
VN BARQUINHA | À memória de António Roldão (1934 - 2026)
Por Jornal Abarca

Faleceu no dia 21 de Março António Luís Roldão, conhecida figura em Vila Nova da Barquinha, historiador e autodidacta da terra.

Roldão nasceu a 19 de novembro de 1934 em Vila Nova da Barquinha e durante a sua vida foi um apaixonado pelas artes, a história e a sua terra. Destacou-se como investigador da história local, colaborou com jornais, e entregou-se à música e à poesia - ele que viria a falecer caprichosamente no Dia Mundial da Poesia. Lançou três livros de poesia editados (“Ícaro, “Sinfonia” e “Retratos”) e um de crónicas (“Barquinha: Crónicas Históricas”).

A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha publicou uma nota em que “manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de António Luís Roldão, figura incontornável da sociedade barquinhense”.

No dia 6 de Novembro de 2021, sob a presidência de Fernando Freire, e inserido nas comemorações do 185.º aniversário do Concelho de Vila Nova da Barquinha, no dia 6 de novembro de 2021, o município homenageou o investigador baptizando o Arquivo Municipal como "Arquivo Municipal António Luís Roldão".

Em Março de 2020 a vida de António Roldão foi escrita nas páginas do jornal abarca na reportagem “Memórias de Um Historiador Local”.

O funeral de António Roldão será realizado amanhã, quinta-feira, dia 26 de março. O corpo sairá da Capela Mortuária às 10.15h, e a missa de corpo presente terá lugar às 10.30h na Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha. Após a missa o corpo irá a sepultar no cemitério da Moita do Norte.

Em sua homenagem Fernando Freire publicou o poema “Luar”, de autoria de António Luís Roldão”, que aqui deixamos:

Intruso desta noite claridade
Ando por estas ruas de ninguém,
A magoar-me aos poucos de saudade
Que eu não entendo no poder que tem
Não sei porque me dói, porque é vontade
Esta macia sensação, desdém
Da banalização, da falsidade
Que por vezes nos tenta, nos convém
A Lua cheia pinta tons de prata
No Chafariz, nas ruas, no entulho.
Das casas velhas, símbolos sem data...
Ungido desta vera nostalgia
Sinto que sou daqui com muito orgulho
Desta Vila ternura, branca e fria!

À família, amigos e toda a comunidade em luto o Jornal Abarca endereça as mais sentidas condolências. 

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