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02 NOV 2026
TORRES NOVAS | "Vozes pela Liberdade – Adriano Correia de Oliveira" em exposição na Biblioteca
Por Jornal Abarca

A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes recebe, de 7 de novembro a 7 de dezembro, a exposição «Vozes pela Liberdade – Adriano Correia de Oliveira», integrada no programa expositivo «50 anos da Constituição da República Portuguesa, 50 ideias pela Liberdade», promovido no âmbito das comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.

Articulada com a Associação Adriano Correia de Oliveira, a exposição estará patente no átrio e na sala polivalente da Biblioteca Municipal, evocando o percurso e o legado de um dos nomes marcantes da canção portuguesa de intervenção, cuja voz se tornou símbolo da resistência à ditadura e da luta pela liberdade.

A inauguração está marcada para 7 de novembro, às 16h00, no auditório da Biblioteca Municipal, e contará com um momento musical protagonizado por alunos do coro infantil do Choral Phydellius, dirigidos pela maestrina Marisa Morcela, e pelo violinista Manuel Pires da Rocha, membro da Brigada Victor Jara e professor do Conservatório de Música de Coimbra. O programa inaugural incluirá ainda uma tertúlia dedicada à vida e à obra do cantautor.

Nascido no Porto, a 9 de abril de 1942, Adriano Correia de Oliveira cresceu em Avintes, Vila Nova de Gaia, e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde participou ativamente na vida cultural e académica. Foi nesse contexto que desenvolveu o seu percurso musical, profundamente ligado à poesia e à intervenção cívica.

A interpretação de «Trova do Vento que Passa», com poema de Manuel Alegre, tornou-se uma das canções emblemáticas da resistência estudantil e da oposição ao Estado Novo. Ao longo da sua carreira, Adriano deu voz a poemas de vários autores portugueses, afirmando a canção como forma de expressão cultural, social e política.

Após o 25 de Abril de 1974, continuou a dedicar-se à música e à dinamização cultural, mantendo uma ligação profunda aos valores da liberdade e da participação cívica. Morreu prematuramente em 1982, aos 40 anos, deixando um legado que permanece associado à história da canção portuguesa e à conquista da liberdade.

A exposição convida o público a conhecer ou redescobrir a vida e a obra de Adriano Correia de Oliveira, num percurso que cruza música, poesia, memória e liberdade, evocando os valores democráticos consagrados na Constituição da República Portuguesa.

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