Manuel José Mourato, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha (CMVNB) pretende desenvolver uma aposta decisiva na herança templária presente no concelho - no icónico castelo, sim, mas também noutras importantes parcelas, porventura menos conhecidas, destas terras que foram dantes da Ordem do Templo. E, neste sentido, no dia 26 de setembro, a CMVNB celebrou um protocolo com o Convento de Cristo tendo como alcance essencial valorizar e divulgar todo o património histórico e cultural associado aos Templários, reforçando ainda a ligação entre dois dos lugares mais emblemáticos da história templária portuguesa: o Castelo de Almourol, um símbolo
da defesa do Tejo, e o Convento de Cristo, fundamental para a Ordem do Templo (e para a ordem de Cristo, após a extinção da primeira).
A integração dos dois monumentos numa futura Rota dos Templários em Portugal está já, assim, com os primeiros passos dados. Por outro lado, decorreu no Centro de Interpretação Templário de Almourol, em Vila Nova da Barquinha entre os dias 16 e 18 de outubro a VII Conferência Internacional da Ordem do Templo, Cavalaria Espiritual e Templarismo.
Para o presidente do executivo barquinhense, uma das estratégias futuras do município é apostar forte na sua imagem histórica ligada aos Templários. “O Castelo de Almourol é um ex-libris e é preciso valorizálo como produto, temos um castelo templário”, salienta, referindo também a vontade que há de criar uma ponte de barcas de acesso da margem à ilha do castelo, havendo já nesse sentido conversações entre a autarquia e o Regimento de Engenharia de Tancos. Será um novo impulso para a promoção do “Almourol Templário”, também uma nova marca já registada pelo município.
Entretanto, e de acordo com o protocolo estabelecido entre o município e o Convento de Cristo é reconhecido que a Barquinha “possui, na sua área geográfica, alguns sítios de vestígios Templários relevantes, de interesse turístico cultural, os quais carecem de investigação histórico-científico e consequente construção de conteúdos informativos, no intuito de que o território seja reconhecido como um polo de referência na temática Templária”. Nesta perspetiva, as duas entidades reconheceram “o interesse mútuo da constituição de um protocolo que tenha como objetivos, contribuir para a salvaguarda, valorização, gestão e promoção do património histórico-militar nacional, designadamente do património templário, desenvolver o sentido de pertença das comunidades face à sua história local, regional e nacional, e preservar o legado patrimonial templário português”.
Por fim, o protocolo estabeleceu ainda que “as ações referidas abrangem na globalidade atividades culturais, artísticas, recreativas, sociais, pedagógicas e educativas do universo da CMVNB, incluindo as que resultem de parcerias nacionais ou internacionais com outras instituições do mesmo cariz, e que também colaboram para promoção da região de Tomar e do Complexo Castelo Templário - Convento de Cristo”.