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19 ABR 2013
NERSANT reuniu com responsáveis da EDP Distribuição
Por Jornal Abarca

A direção da NERSANT e responsáveis da EDP Distribuição estiveram reunidos esta semana, na sede da associação, em Torres Novas, com o objetivo de procurar soluções para os problemas há muito denunciados pelos empresários relativamente à distribuição e qualidade da energia elétrica.

A Presidente da Direção da NERSANT, Maria Salomé Rafael, recordou as inúmeras queixas que têm sido reportadas a esta estrutura associativa, de empresas oriundas de todo o distrito. “Estamos não só a falar de cortes de energia muito prolongados, mas também de micro cortes e variações na tensão elétrica, que causam milhares de prejuízos, não só porque obrigam a interrupções na produção, mas porque há equipamentos eletrónicos e produtos que ficam inutilizados.” Também o Vice-presidente da Direção da NERSANT, Domingos Chambel reforçou a sua preocupação pelos danos irreversíveis que a instabilidade da rede causa nos equipamentos das empresas, como diz já ter acontecido na sua própria empresa e apelou a uma maior sensibilidade da EDP para estas questões, que recusa o pagamento de indemnizações pelos prejuízos causados.

Em causa, afirmou Salomé Rafael, está a sobrevivência das empresas, muitas delas produtoras de bens e serviços transacionáveis e exportadoras que, por este motivo, não conseguem cumprir atempadamente com as encomendas que têm.

Questionado sobre os investimentos previstos pela EDP para a melhoria das redes, Nuno Cardoso, da Direção de Rede e Clientes, afirmou que a EDP define planos plurianuais de investimento, previamente submetido e aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, e que até 2014 estão já definidos os investimentos em curso. A EDP tem investido em média, na região, 12 milhões de euros anuais na melhoria e manutenção de rede. Ficou, no entanto, a garantia, de que no próximo Plano de investimentos serão consideradas as situações descritas pela NERSANT, existindo inclusive a possibilidade de se anteciparem investimentos previstos, dependendo também das necessidades que venham a existir na região. Como exemplo, afirmou que estão a ser negociados terrenos com a Câmara da Chamusca, com vista à realização de alguns investimentos naquela zona.

Relativamente aos micro cortes, os responsáveis da EDP consideram que a maioria das situações registadas se devem à existência de cegonhas, aos ninhos e aos dejetos que caem em cima das linhas. “Apesar de toda a nossa criatividade e de todas as soluções que temos procurado implementar para evitar a permanência das cegonhas naqueles locais, é impossível controlar esta situação. Já intensificámos as rondas, mas será sempre um problema de difícil resolução”. O responsável da EDP considerou ainda que os micro cortes, apesar de negativos, evitam que haja necessidade de interrupções mais prolongadas na distribuição de energia, com recurso à intervenção dos piquetes.

Joaquim Teixeira, da Direção Comercial, manifestou toda a abertura e disponibilidade da EDP Distribuição para procurar soluções diferenciadas para cada um dos problemas que afetam as empresas. “Em muitos casos instalámos equipamentos que permitem monitorizar a atividade da rede elétrica e, através da análise dos dados recolhidos, conseguimos detetar o problema e encontrar uma solução”. Referiu, no entanto, que a rede de energia elétrica em Portugal tem problemas estruturais, que dificilmente se conseguirão solucionar. Questionado sobre a qualidade de serviço da rede em zonas rurais, comparativamente com a área metropolitana de Lisboa, este responsável da EDP Distribuição afirmou que quanto maior for a densidade de consumo, melhor será a qualidade de serviço, “porque a rede é mais resiliente”, explicando que não é possível assegurar a mesma qualidade de serviço numa zona de baixo consumo do que numa grande cidade.

Perante a direção da NERSANT, ficou ainda o compromisso de avaliar os problemas recentemente registados na zona industrial de Riachos e Torres Novas.

A NERSANT vai continuar a acompanhar com a maior atenção a evolução desta situação, tanto na Lezíria como no Médio Tejo.

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