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01 JUN 2020
ENTREVISTA - Nuno Garcia Lopes: "Não imagino a minha vida sem a escrita"
Por Jornal Abarca
Foto: Zé Paulo Marques
Foto: Zé Paulo Marques

Junho é mês de Dia da Criança e, também, de homenagem a Camões, um dos melhores poetas da nossa história. No Dia do Autor Português (22 de Maio), conversámos com um dos nomes bem conhecidos da literatura nascido na nossa região: Nuno Garcia Lopes, escritor natural da Linhaceira, Tomar. 

O seu pai foi a pessoa mais importante  no seu percurso literário?
Quando era novo desejava que o meu pai fosse escritor. Passado uns anos descobri que ele tinha escrito poemas à minha mãe que queimaram [risos]. Mas descobri que quando ele, nos anos 1960, também venceu um concurso literário na escola Jerôme Ratton, com um texto sobre Bocage. É engraçado que o júri não lhe queria dar o prémio apesar de ele ter o melhor trabalho, porque era um aluno do ensino nocturno, o que era um estigma. O professor Manuel Guimarães é que fez finca pé e o meu pai acabou por receber esse prémio. Ele começou a escrever em jornais, mais tarde publiquei o primeiro livro dele no Contador de Histórias e depois, juntos, começámos a fazer o trabalho sobre a Linhaceira que foi algo que o meu pai sempre quis fazer, conhecer as raízes da sua terra, e que foi fazendo paulatinamente ao longo de décadas. Quando me conseguiu chamar para essa tarefa acabámos por fazer um trabalho conjunto e o livro “Linhaceira e as suas escolas” foi o resultado dessa confluência. Foi uma figura tutelar para mim.
 
O que representa a escrita para si?
Vida. Não imagino a minha vida sem a escrita e, ao mesmo tempo, a escrita foi fundamental no desenrolar da minha vida. Boa parte das coisas importantes que me aconteceram foram por causa da escrita. Sempre fui melhor a escrever do que a falar portanto sempre tive maior capacidade de aglutinar as pessoas à minha volta através da escrita.
 
São já muitas obras editadas, cerca de quinze. Há algum projecto para breve?
Há um trabalho com o qual estou já há algum tempo, e não faltará muito para ser concluído, que é um livro para crianças mas é também uma homenagem à Helena, a minha esposa, que faleceu o ano passado, e a quem eu quis dar algo que a homenageasse, porque ela trabalhava num ATL. O meu objectivo foi tentar arranjar uma forma em que as criações dela entrassem para a história. Estava pensado sair no dia 1 de Junho que além de ser o Dia da Criança seria o aniversário dela, mas por causa do confinamento não foi possível... Espero conclui-lo em breve.
 
Poderá ler o resto da entrevista na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.
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