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20 DEZ 2017
Espírito de Natal... ou falta dele
Por Jornal Abarca

Tempo de Natal. De partilha, amizade, união, paz, concórdia e muito, muito mais. Valores, tão só valores, que caracterizam uma época, um momento, uma quadra ou, simplesmente, um dia do ano. Mas que lembramos. Festejamos. De forma característica, singela, religiosa e até pagã. É a época do Pai Natal, da árvore, da troca de presentes. Do consumismo, das correrias loucas às lojas de um qualquer centro comercial. Dos atropelos. Como se não houvesse amanhã. É tudo isto também o Natal. E no desporto, no futebol, também existe Natal? Os padrões de resposta poderiam ser vários. Consoante a perspectiva de cada um. Natal é quando um homem quiser, diz-se amiúde. Mas será que é? Negativo. Pelo menos para os homens do futebol. Alguns. Esses não praticam o Natal. Ou melhor, em nada colaboram para que isso aconteça. A atmosfera doentia, esquizofrénica, maliciosa, em que o futebol está envolvido comprova isso mesmo. Um futebol sem valores, sem ética, sem correcção. Enfim, sem urbanidade. E acima de tudo, sem respeito. Onde vale tudo. Mesmo tudo. Por mais que exista quem lute por ele. Pela sua dignificação, prestígio, valorização, há quem teime em atirá-lo para a lama. Sem dó nem piedade. Resignamo-nos? Claro que não. Porque também queremos viver o Natal. O nosso Natal. Hoje. Amanhã. Sempre. Porque assim deverá ser. Porque saberemos inverter este rumo. Por mais obstáculos que surjam. Porque gostamos de futebol. Do que se joga dentro das quatro linhas. É esta a nossa causa. Por mais contrariedades que possam emergir. Umas atrás de outras. Como tem sido recorrente. A cada dia que passa. Porque não existe sossego. Tranquilidade. Harmonia. Apenas ódio, rancor, inquietação e um sem número de coisas. Más. Horrorosas. O futebol quer o oposto. Exige outros valores. Os do bem. Dos homens bons. Como sabemos que existimos. Sim. Onde me incluo. Sem presunção. Porque sei que não faço mal ao futebol. Como muitos outros. Mesmo muitos. Os homens de futebol precisam de se reconciliar. Porque é Natal. Interiorizar o seu espírito. Pelo futebol, mas sobretudo pelos homens. Pelo seu carácter. Pela sua condição. Não só enquanto homens. Mas porque são homens do futebol. 

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