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16 SET 2019
Carlos Lopes de Sousa: "O Agribusiness é importante na expansão das empresas"
Por Jornal Abarca

De 23 a 25 de setembro, Santarém vai receber o encontro internacional de negócios do sector agro-alimentar - Agribusiness 2019. São três dias destinados a levar mais longe os produtos da região.

Que produtos da região os investidores estrangeiros mais procuram?
A procura é extensa tal como extensa é a oferta a região razão pela qual para facilitar e otimizar a agenda e sucesso dos encontros de negócio procuramos, com muita antecedência, identificar os interesses concretos dos compradores de forma a cruzá-los com a oferta das empresas inscritas no evento. É por aqui que começamos.
Há um foco particular nos azeites e vinhos mas para além deste destes destacam os vinagres, molhos e temperos, conservas, arroz e charcutaria.
Para facilitar e otimizar a agenda de encontros solicitamos, com bastante antecedência, aos compradores internacionais que identifiquem os seus interesses, de forma a cruzar a procura com a oferta que disponibilizamos no evento. Este é o primeiro indicador que obtemos, relativamente aos principais interesses dos mercados externos nos produtos da região. Claro que a variedade de interesses é grande, tal como a oferta da região, mas há um foco especial em alguns dos produtos. Desde logo, os azeites e os vinhos têm despertado bastante curiosidade. Destacam-se também vinagres, molhos e temperos, conservas, arroz e charcutaria.

Há perspetivas de crescimento das exportações desses produtos em relação a 2019?
Em 2018, segundo dos dados do Instituto Nacional de Estatística, a Lezíria do Tejo alcançou mais de 913 milhões de euros em volume de exportações. Tendo em conta o potencial da região, acreditamos que este número pode conhecer um crescimento significativo nos próximos anos.
É também nesse sentido que trabalhamos, há dez anos, no AgroCluster Ribatejo. Apoiamos as empresas no seu crescimento através de atividades como seminários técnicos, estudos de mercado e ações de formação. No âmbito do apoio à internacionalização, divulgamos os produtos além-fronteiras (em feiras, por exemplo) e trazemos compradores ao Ribatejo, tal como vamos fazer, uma vez mais, no Agribusiness.

Em que medida eventos como o Agribusiness ajudam os produtores da região a expandir os seus negócios?Acreditamos que o Agribusiness tem desempenhado um papel importante no apoio à expansão internacional das empresas do Ribatejo, sobretudo porque lhes proporciona um acesso mais simples, direto e com menos custos (em reuniões de um para um) a novos mercados. Para além disso, o AgroCluster, entidade responsável pela organização do evento, faz um trabalho prévio de reconhecimento dos interesses dos compradores. Ou seja, as empresas vão encontrar-se com compradores estrangeiros que têm interesse especificamente nos seus produtos, otimizando as oportunidades.

Por que razão o foco desta edição é o mercado europeu?
Esta escolha prende-se, sobretudo, com duas razões: por um lado, quisemos, desta vez, centrar o Agribusiness na Europa por forma a diversificar e complementar a oferta de mercados presentes em relação a edições anteriores deste encontro. Por outro lado, tivemos como objetivo potenciar negócios e parcerias em mercados onde os produtos da região têm, por experiência, uma grande aceitação e são mais fortes. Do volume de exportações alcançado na Lezíria do Tejo em 2018, 76% destinou-se a mercados da União Europeia, segundo o INE.

Há maiores dificuldades para explorar outras regiões do globo, inclusive os países da CPLP?
Os diferentes mercados requerem estratégias diferenciadas e se elas forem as mais adequadas é sempre possível vender em qualquer ponto do mundo claro está se a distância e barreiras assim o permitirem.
A prova disso é que, nas três edições já realizadas (desde 2014), tivemos presentes países de quatro continentes. Conseguimos ter mercados como Canadá, Vietname, Marrocos, Panamá ou Índia. Os países da CPLP também já estiveram bastante bem representados: Angola, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe passaram pelo Agribusiness em edições anteriores.

Quantas empresas/investidores estarão presentes nesta edição do Agribusiness?
Neste momento, temos confirmada a presença de 27 compradores/empresas internacionais que representam 23 países. Alemanha, França, Rússia, Ucrânia, Roménia, Finlândia, Eslováquia e Hungria são alguns desses países. A empresa de um dos compradores representa (entre outros) Hong Kong, o único território fora da Europa que vai participar neste encontro.

O que distingue os produtos da região que os torne atrativos perante compradores estrangeiros?
Não dúvidas em afirmar que a frescura, a qualidade, a diferenciação, têm distinguido os produtos da região e trazido os compradores até ao Agribusiness. O feedback e interesse dos vários mercados tem sido bastante positivo, desde que o evento começou e, em especial, este ano.

Qual a maior expectativa em relação ao evento este ano?
Estamos com expetativas muito otimistas para a edição deste ano, por vários motivos. Primeiro, porque conseguimos superar os números alcançados em cada uma das edições anteriores: temos mais compradores internacionais do que nunca (numa mesma edição), esperamos receber um número recorde de empresas (70) e proporcionar-lhes um número também recorde de reuniões (750). Depois, temos também muitos mercados novos representados: dos 23 países confirmados, temos apenas sete que se repetem em relação a edições anteriores. Temos as condições básicas para ter uma edição com sucesso!

Para ler mais sobre o Agribusiness 2019 pode consultar a notícia aqui.

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