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01 OCT 2019
XVIII Feira Nacional de Doçaria Tradicional de 25 a 27 de Outubro
Por Jornal Abarca

A Feira Nacional de Doçaria Tradicional está de regresso a Abrantes, entre 25 e 27 de Outubro, para a sua 18ª edição. Doces, mel, compotas e licores de todo o país estarão exposição no centro histórico da cidade. A palha de Abrantes, as tigeladas ou as broas fervidas são algumas das maravilhas da cidade cuja ligação à doçaria tradicional nos remete para os conventos de freiras. 

Abrantes prepara-se para receber mais uma edição da Feira Nacional de Doçaria Tradicional, a décima oitava, no centro histórico da cidade, entre 25 e 27 de Outubro.

O evento realiza-se de forma ininterrupta desde 2002, sendo uma mostra da doçaria tradicional de vários pontos do país, com doceiros que ali se reúnem para mostrar o melhor das suas regiões.

O doce mais representativo da cidade organizadora é a palha de Abrantes que recentemente chegou à final distrital do concurso “7 maravilhas doces de Portugal”. A confecção da palha de Abrantes foi retratada na reportagem “Do Convento para a Tágide”, na edição de Fevereiro de 2018 do jornal abarca, numa visita à pastelaria Tágide, no Rossio ao Sul do Tejo, onde o chef Fernando Correia nos falou sobre o doce.

Além da palha de Abrantes destacam-se doces da região como as tigeladas, queijinhos do céu, broas fervidas, cavacas ou bolo de cabeça. Várias regiões do país estarão representadas, desde os ovos moles de Aveiro ao bolo lêvedo dos Açores passando pelas cornucópias de Alcobaça. São muitos doces, mas também mel, licores e compotas, de vários pontos do país, que estarão em exposição na feira e farão as delícias dos visitantes.

O evento é organizado pela Câmara Municipal de Abrantes em parceria com a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, “com o objectivo de promover e valorizar a rica doçaria tradicional e conventual da região, juntando-a a outros ícones nacionais e contando com a ajuda de diversos agentes locais, que contribuem com a dinamização de iniciativas que integram o programa da feira”, escreve a TAGUS.
 
Doçaria Tradicional em Abrantes
A ligação de Abrantes à doçaria tradicional, que leva à organização de uma feira nacional, remonta aos conventos femininos que existiam na cidade no século XVI. As cozinhas dos conventos eram utilizadas de forma regular para a criação de doces e experiências nesta área, cujas receitas foram passando de geração em geração, embora sempre envoltas num secretismo quase… religioso! Isto é, apenas quem vivia no convento tinha acesso às receitas.

Acontece que as donzelas que não tinham dote para casar entravam para o convento levando consigo as criadas que trabalhavam para as servir, e ajudavam nas tarefas conventuais, tendo deste modo acesso às receitas. Foi assim que se propagaram algumas receitas conventuais para lá das paredes dos conventos, como é o caso da palha de Abrantes. Na origem desta “fuga de informação” estarão as lavadeiras de Rio de Moinhos que prestavam serviço no Convento da Nossa Senhora da Graça e terão traído a confiança que as freiras nelas depositaram, disseminando as receitas de doces como a já referida palha de Abrantes, as tigeladas ou as broas de mel. Bendita à hora…
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