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01 JUN 2020
REPORTAGEM - Posso ir à praia?
Por Jornal Abarca

A época balnear de 2020 abre oficialmente no dia 6 de Junho. A Direcção-Geral da Saúde ditou as regras para este verão mas a fiscalização para um país que tem cerca de 600 quilómetros de costa e três meses de verão não é fácil.

Sim, pode ir à praia. Apesar de a época balnear só abrir oficialmente a 6 de Junho, desde o dia 18 de Maio que é possível, através da resolução do Conselho de Ministros que prolongou o Estado de Calamidade, deslocar-se à praia “para efeitos de fruição de momentos ao ar livre, designadamente em parques, nas marginais, em calçadões, nas praias, mesmo que para banhos, ou similares”.
 
No entanto, será previsível que com a abertura da época balnear a fiscalização seja mais severe de forma a prevenir o aumento exponencial de casos de Covid-19 no país. E as regras, a partir dessa data, serão também mais apertadas pois as liberdades para frequentar a praia também aumentarão. Com a abertura da época balnear será permitido ficar mais tempo na praia o que aumenta o perigo de contágio, por isso as regras também sejam mais rígidas.
 
As regras a respeitar
Ainda ninguém sabe ao certo como funcionará o controlo no acesso às praias num país com cerca de 600 quilómetros de costa e três meses de verão. A verdade é que daqui até meados de Setembro, pelo menos, os portugueses vão querer ir à praia como estão habituados.
 
Contudo, o Governo já deixou bem claro que caso a situação da pandemia se descontrole durante o verão poderá impor um novo Estado de Emergência ou, simplesmente, interditar o acesso às praias. No fundo, estas liberdades são um voto de confiança aos portugueses, mas também uma mensagem para que se comportem de forma adequada nesta altura complicada.
 
A novidade que mais curiosidade tem despertado tem que ver com “os semáforos na praia”. No fundo é uma aplicação para telemóvel, a InfoPraia, com uma sinalética do mesmo estilo que um semáforo, e que informa se a praia está disponível (verde), quase cheia (amarelo) ou com lotação esgotada (vermelho), isto porque será importante respeitar as devidas distâncias de segurança. Além da aplicação que facilita a consulta do estado da praia à distância, a informação com as cores também estará visível junto às praias, com bandeiras ou cartazes.
 
Uma das principais preocupações das autoridades passa pela garantia de distanciamento social, mesmo no regalo das nossas praias. O distanciamento aconselhado será de 1,5 metros entre cada pessoa, família ou grupo, excepto para aqueles que se desloquem juntos à praia. Em caso de infracção os nadadores-salvadores podem intervir.
 
A distância entre chapéus-de-sol ou outros elementos de protecção será de três metros, havendo ainda limitações de horário para alugar estes equipamentos: cada pessoa, família ou grupo, num máximo de cinco indivíduos, só pode alugar de até às 13.00h) ou a partir das 14.00h.
 
Mas o verão será, inevitavelmente, diferente. Por exemplo, estão proibidas as actividades desportivas com mais de duas pessoas como jogar à bola ou às raquetes, mas serão permitidas as actividades náuticas. Outra medida passa pelo sentido único de circulação, com distanciamento físico de 1,5 metros, podendo ser definidos corredores de circulação.
 
Para quem gosta de passar a tarde na esplanada também há novidades. Os espaços terão de ser limpos pelo menos quatro vezes por dia e a lotação poderá ser limitada a 50% de ocupação.
 
Os habituais vendedores de bolas de Berlim ou bolacha americana também terão de usar viseira ou máscara e, sempre que possível, andarem nos corredores de circulação definidos.
 
Será também interdito o uso de gaivotas (barcos a pedais), escorregas e chuveiros interiores. Chuveiros exteriores, espreguiçadeiras, colchões e cinzeiros de praia devem ser higienizados sempre que mudem de utente. Naturalmente, estas regras serão também para cumprir nas praias fluviais, espaços em que a nossa região é rica.
 
Apesar das regras impostas a aposta vai claramente para a pedagogia. “Cada um vigiará a si próprio. Temos de ser fiscais de nós próprios. Não é possível estar na praia com um polícia para cada um de nós”, afirmou o Primeiro Ministro António Costa na apresentação destas medidas.
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