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02 JUL 2020
CONTO - "Os Pombos de Filomeno", por Manuel Fernandes Vicente
Por Jornal Abarca

Abeiro-me do penhasco que cai abruptamente sobre o mar agitado e que se desfaz incessantemente em espuma lá em baixo, uma boa dezena de metros abaixo das lajes de calcário que agora piso sem o pé caber totalmente nelas. Teimosia do mar, dos enormes rochedos ou dos muitos milénios que por ali passaram, o local evoca colunas, púlpitos, ogivas e o respeito devido a uma fachada de uma catedral gótica que por ali se deixou esculpir pelos dedos e pelos martelos do tempo. Depois de descer alguns metros, encontro-me agora numa enorme reentrância esculpida na arriba. É um abrigo e uma pausa. (...)

- Fui barqueiro muitos anos, e sem mim, uma bela e trágica história de amor nunca teria acontecido nesta região. Eu servia duas famílias que se odiavam de morte, e que viviam isoladas cada uma na sua ilha, a cerca de quatro milhas uma da outra. Durante uma semana servia uma família, e levava-lhes alimentos e o que fosse preciso ou ela me pedisse da minha aldeia no litoral, e na semana seguinte fazia o mesmo à outra, mas sem que nenhum dos clãs soubesse da minha duplicidade, pois se o soubesse eu era um homem morto. (...)

Poderá ler o resto do conto na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.

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