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02 FEV 2021
ENTREVISTA | Orlando Ferreira: "É ponto de honra da Rodoviária do Tejo manter os postos de trabalho"
Por Jornal Abarca

mostra-se bastante crítico das dicotomias regionais que o país apresenta. Aborda a situação dos transportes numa altura em que a pandemia deixou a nu muitas fragilidades económicas também neste sector.

Vamos começar pelo tema do momento: de que formas a pandemia condiciona a actividade da Rodoviária do Tejo (RT)?
O contexto de pandemia mudou definitivamente o paradigma da procura atingindo-se níveis impensáveis até há bem pouco tempo. A mobilidade está associada a um desejo de aceder a algo e, neste momento, a listagem de desejos mudou muito. A nossa vida está a tornar-se ‘menos móvel’ existindo tarefas para as quais as deslocações passaram a ser consideradas como sendo afinal, não tão necessárias. O teletrabalho, por exemplo, criou uma nova realidade, sendo hoje uma opção que veio para ficar e que nos realçou que nada voltará a ser como dantes. (...)

E tem sido difícil suportar isso?
Não tem sido nada fácil. Só uma sustentabilidade mínima pode permitir a manutenção de tantos postos de trabalho, uma vontade sempre expressa pela nossa empresa face ao aspeto social que representa. (...)

Como é que isso se traduz em números?
Olhe, de 2019 para 2020, no que se refere aos proveitos totais, tivemos uma redução global de 40% sendo de 30% nesta região. Neste período, nos serviços da Rede Expressos tivemos uma quebra global de 60%, sendo de 70% na zona do Médio Tejo. No seu global, realizámos menos 14 milhões de quilómetros sendo 3,5 milhões nesta empresa do Médio Tejo e, ainda, transportámos menos 4,5 milhões de passageiros, dos quais quase um milhão se refere a esta região. (...)

É o reflexo de um país a duas velocidades?
É sem dúvida o reflexo da contínua prioridade dada pelo país às Grandes Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e talvez, seja também o reflexo de uma míope contabilidade eleitoral. O presidente da Câmara Municipal do Sardoal, Miguel Borges, diz que “interioridade não é sinal de inferioridade”, mas a verdade é que nesta zona do interior tem de haver, algum dia, um sinal claro que os transportes públicos são uma prioridade… os municípios sozinhos não o conseguem. (...)

Poderá ler a entrevista completa na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.

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