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12 FEV 2021
ENTRONCAMENTO | Armelim Ferreira fará queixa contra o ICNF até final do mês
Por Jornal Abarca

Cerca de 100 pessoas, que são sobretudo pescadores lúdicos no Rio Tejo, já subscreveram um abaixo-assinado em que contestam um edital já de 2021 do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em que é mantida a proibição, já em vigor no ano passado, de estes pescadores poderem pescar no troço do Tejo entre as proximidades da Barragem de Belver e a Ponte sobre o Tejo na Chamusca.

Armelim Ferreira, antigo árbitro internacional de hóquei em patins, figura pública do Entroncamento e pescador lúdico no Tejo, é quem tem dado voz e inconformismo ao movimento contra esta já repetida decisão do ICNF. Armelim considera-a imprópria e inadequada à realidade social dos pescadores amadores da região e ao próprio equilíbrio das espécies piscícolas no rio. Armelim Ferreira expôs o caso na última reunião do executivo do Entroncamento, e já recolheu o apoio expresso do presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria, que se comprometeu a pedir apoio à causa aos deputados do distrito de Santarém, e esclarecimentos ao ICNF. O ex-árbitro elogia mesmo a Câmara do Entroncamento pelo acolhimento que deu à sua exposição e ao facto de se mostrar disponível para, num âmbito mais institucional, liderar o processo. Entretanto, a recolha de assinaturas para contestar a decisão do ICNF prossegue, e os seus apoiantes potenciais devem entrar em contacto com brevidade com o dinamizador do movimento.

“As assinaturas de apoio são sobretudo de pescadores da Chamusca, Carregueira, Entroncamento e Vila Nova da Barquinha, mas há outras pessoas que podem aderir. São sobretudo reformados, pessoas que, mais aos domingos, se vão entreter para a beira do rio e pescar três ou quatro fataças ou uma meia dúzia de sabogas, esta mais no período de março a agosto, depois de subirem o Tejo”, diz Armelim Ferreira. “Isto da pesca serve para as pessoas limparem a cabeça, é já um dos poucos entreténs que têm, vão para o Tejo passar os dias, não lhes queiram tirar também isso”, afirma o pescador notando que nalguns casos os pescadores devolvem os peixes vivos ao Tejo, e noutros há até um papel importante no equilíbrio ecobiológico das espécies, pois captam espécies invasoras e também algumas que são predadores de outros peixes.

“Há espécies predadoras, como os lúcios, as percas e os siguros (ou peixes- gato), e outras invasoras, como as carpas e pimpões, e ao captá-las está o pescador a zelar pelo equilíbrio das espécies autóctones no rio”, nota Armelim Ferreira, que tenciona entregar ao ICNF até ao final deste mês de fevereiro o teor e a contestação do abaixo-assinado.

Para o dinamizador deste protesto, o pescador lúdico defende as espécies autóctones do Tejo, dá apoio ao pequeno comércio que vive de iscos e apetrechos para a pesca e, por vezes, são até eles que dão o alerta e contactam as autoridades quando detetam atentados contra os ecossistemas.

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