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31 OCT 2021
REPORTAGEM | "Um Chão Português a Quem Morreu Longe"
Por Jornal Abarca

“Num combate podemos ficar lá todos, mas ninguém fica abandonado”, garante Isidro Moreira Esteves Talaia. Ex-paraquedistas com várias missões na guerra colonial, depois de aposentado dedicou-se a nova missão trazer para terras lusas ex-combatentes mortos em Angola. Se eles foram do Continente, cá nasceram e têm a suas famílias, é nestes torrões que devem descansar. 

Para Isidro Esteves, que vive no Entroncamento e, depois de ser sargento paraquedista, foi estudante do ensino secundário na cidade ferroviária e universitário em Coimbra, e professor de Português entre 1990 e 2008, a ideia de “ninguém ficar para trás”, todavia, devia ir mais além. Depois de se aposentar da docência, e por um conjunto de circunstâncias conjugadas, decidiu dedicar a sua atenção aos paraquedistas, militares da Força Aérea e mesmo de outras áreas das Forças Armadas que haviam tombado em combate em Angola - e cujos restos mortais ainda por lá permaneciam abandonados, ignorados, desprezados e sem ninguém que os reconhecesse ou pudesse pôr uma crisântemo ou uma rosa sobre as suas campas, se ainda as houvesse. “Ninguém ficar para trás” incluía, assim, também os corpos dos combatentes. (...)

“Dos cinco paraquedistas que aí jazem, um morreu à minha frente, ainda andei com ele às costas, e também o transportámos numa padiola de duas varas, sob um calor tórrido na Floresta de Úcua, que era considerada, como a Floresta Amazónica e a de Cabinda, uma das mais densas do mundo, e por isso, não permitia a chegada de um helicóptero para transportar o corpo, tivemos de o levar ao longo de cinco horas”, recorda Isidro Esteves. “Este homem foi para Angola no mesmo barco, o ‘Uíge’, que eu, era meu conhecido. Este homem, que era de Tondela, ficou lá porquê? ”, questionou-se. (...)

Poderá ler a reportagem completa na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.

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