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02 AGO 2018
Entrevista - Bruno Neto: "O melhor de tudo são as pessoas".
Por Jornal Abarca
Nasceu há 40 anos no Tramagal, percorre o mundo em acções humanitárias e recusa-se a ser politicamente correcto. A terminar uma missão na Mongólia, Bruno Neto deixa um relato emocionante da sua vida.
 
Isso teve a ver com excesso de trabalho ou com vivenciares situações limite?
 
[silêncio]… Ricardo, morreram-me pessoas nas mãos em Angola… mulheres a ter um parto, bebés acabados de nascer. Angola foi muito complicado… trabalhei com parteiros tradicionais onde ninguém quer saber do que lá se passa. Na Serra Leoa morreram-me colegas de trabalho, filhos de colegas… no Congo, uma desgraça! Mas uma desgraça completa!... [silêncio] Humanamente foi o sítio mais triste onde estive.
O sofrimento das pessoas do Congo é uma coisa inexplicável… aquelas pessoas, que têm um coração – eu nem digo de ouro, que o ouro é uma coisa material! –, que têm uma humanidade brutal… pessoas que os filhos morrem, que crianças são raptadas, mulheres são violadas… (...)
 
Alguma vez quiseste mudar o mundo?
Todos os dias... e ainda acredito nisso. Mudar os paradigmas é difícil, mas o mundo muda-se todos os dias com pequenas coisas que contribuem para algo maior. Eu acredito nisto! (...)
 
Quais são as melhores coisas que guardas?
As relações humanas… as pessoas que conheci, que me tornaram mais humilde. E o mais incrível de tudo: são pessoas que não foram à escola e são aquelas que mais me ensinaram… (...)
 
Ainda és o Bruno do Tramagal ou sentes-te mais o Bruno do mundo?
 
Por mais que viaje, todos os meus bilhetes têm sempre uma volta. Continuarei a ser o filho do Zé Mocas e da Saltina, o neto do sacristão ou um dos “cachopos da praça”, que era o nome que muita da população de Tramagal dava aos elementos iniciais da CISTUS. Quem me conhece sabe que, por mais que viaje, por mais que possa ganhar reconhecimento aqui ou ali, continuo a ser sempre o mesmo. Com a mesma simplicidade, a mesma humildade e a mesma irreverência.
 
Poderá ler o resto da entrevista na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.
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