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10 FEV 2019
"As Maiores do Ribatejo"
Por Jornal Abarca
Em Amiais de Baixo todos os anos a vila pára para viver as festas da terra. Cerca de dois mil habitantes juntam-se para celebrar o amor à terra. O cartaz musical inveja as maiores cidades da região. Orgulhosamente assumem as festas como “as maiores do Ribatejo” e já deu direito a recorde do Guiness...
 
Na obra “Festa em Amiais de Baixo”, da autoria de Natércia da Branca, habitante da vila, é referido que ao “princípio a festa se realizava a 20 de Janeiro, dia de São Sebastião, passando mais tarde a fazer-se em Domingo Magro” porque a festa “se realizava muito pouco tempo depois do Natal, e muito longe do dia de Carnaval, que os serradores gostariam de vir passar a casa”. É, portanto, desde a sua raiz, uma festa religiosa mas, também, uma festa do povo. (...)
 
Nos cinco dias que duram os festejos as pessoas saem à rua, vaidosas e orgulhosas da terra onde nasceram. “Nos dias da festa estreia-se roupa, a partir daí é que se usa a roupa nova”, conta Nelson. Outras tradições são passadas de geração em geração: “Os miúdos não vão à escola”, garante. Se houver testes vão apenas fazer a prova “mas tentamos sempre que os professores não marquem para esta altura”. A indústria na terra pára: “Nos dias das festas as empresas em Amiais fecham”. André conta que durante os seus trinta anos de vida apenas trabalhou uma vez, numa terça-feira das festas, quando trabalhava no Porto: “De resto consegui sempre tirar férias”, refere.  (...)
 
O orgulho nas festas é tal que há até listas de inscrição para se ser juiz. “Neste momento as festas já têm juiz até 2035”, informa Nelson. Esta manifestação popular “é uma questão de honra” para quem nasce em Amiais.  (...)
 
O cartaz deste ano apresenta sucessivamente, entre 22 e 25 de Fevereiro, The Gift, Ana Moura, Tim e Toy. Tim, vocalista dos Xutos e Pontapés, actuará em conjunto com a Orquestra Filarmónica 12 de Abril de Travassô, Águeda, que há largos anos é a “banda oficial” das festas.  (...)
 
Tudo isto exige muito tempo e uma dedicação sem limites aqueles que se envolvem na organização: “o primeiro dia das festas é o último dia do ano anterior”, diz Nelson. “Dá muito trabalho, são muitas horas… mas é um orgulho honrar a bandeira”, conclui.
 
Poderá ler o resto da reportagem na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.
 
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