Espessas camadas de espuma branca navegam no rio Tejo a jusante do açude insuflável, em Abrantes. Mas ninguém sabe o que são, de onde vieram, nem qual a razão de ali andarem à deriva.
O jornal Abarca tentou resolver o mistério e fez alguns contactos. João Pombo, da Protecção Civil, refere que "são coisas que acontecem normalmente" e adiantou que "talvez seja das descargas das barragens". Vanda Cruz, da Câmara Municipal de Abrantes admitiu que a situação é recorrente e que poderão ser "detergentes". No entanto, "não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão". A responsável pelo ambiente espera pela ajuda da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, entidade também contactada pelo jornal Abarca, mas cujo responsável, de momento, não está disponível por se encontrar em serviço externo.
Retomaremos este assunto logo que sejam disponibilizadas novas informações.
(actualizado às 17h00)
A espuma é causada pelas chuvas
Manuel Valamatos, vereador da Câmara Municipal de Abrantes, após contactar a ARH Tejo, refere que afinal a espuma branca é resultado das chuvas. Ou seja, os consequentes resíduos depositados nas margens em contacto com a queda da água no açude provoca a formação de espuma. Segundo o autarca, as análises realizadas no dia 19 revelam valores normais. No entanto, esperam-se agora os resultados das novas análises realizadas pela A.Logos. Também a ARH Tejo analisará estas águas. |