O Centro de Estudos de História Local de Abrantes (CEHLA), organizou, no dia 25 de Novembro, na Biblioteca Municipal António Botto, as IX Jornadas de História Local. Esta edição jornadas teve como tema comum os museus e a museologia e ficou também marcada pelo lançamento do n.º 18 da revista de História local Zahara.
No arranque dos trabalhos, que contou com as intervenções da vereadora Celeste Simão, da presidente da associação Palha de Abrantes, Maria de Lurdes Martins e de José Martinho Gaspar, por parte do CEHLA, este reafirmou a intenção de, com a realização do evento, pelo nono ano consecutivo, continuar a manter em contacto entre si, mas também com centros de conhecimento exteriores, os interessados pela História local da região.
A primeira comunicação foi proferida por Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia e intitulou-se “Uma viagem aos museus enquanto equipamentos específicos postos ao serviço do desenvolvimento comunitário”, em que foi feita uma abordagem na qual se procurou apontar para as múltiplas funções desempenhadas pelos museus, dando exemplos de casos de sucesso em Portugal, mesmo em localidades afastadas dos grandes centros urbanos.
A segunda intervenção esteve a cargo de Sara Cura, do Museu de Mação, teve como título “Mação em tempo de crise: estudar e reforçar a ligação entre cultura e economia” e nela a arqueóloga referiu-se ao papel que o museu tem desempenhado na vila de Mação, em particular no que tem significado para a economia maçaense.
A anteceder o intervalo para almoço, efectuou-se a apresentação do n.º 18 da revista Zahara, que, uma vez mais, um vasto conjunto de artigos. Na capa, a abrir o apetite para a leitura, são destacados os seguintes temas: “Abrantes: O antigo porto fluvial”, “Maria Lucília Moita”, “Museu de Mação” e “Sardoal: Recuperação do Painel Gil Vicente”.
Os trabalhos, da parte da tarde, iniciaram-se com a comunicação de Maria Antónia Amaral, Directora de Serviço da Direcção Geral de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, que se referiu a um projecto a que esteve ligada, através da comunicação “Centro de Interpretação de Aljubarrota: novos conceitos patrimoniais, nova museologia”. A esta intervenção seguiu-se a de Maria João Mogarro, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com “Museus e património cultural educativo: os caminhos recentes de construção da memória”.
Após um breve intervalo, passou-se a uma fase em que foram proferidas comunicações relativas a projectos, ainda embrionários, que estão em desenvolvimento na região: “Do Projecto ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte”, por Isilda Jana; “Projecto do Núcleo Museológico da Metalúrgica Duarte Ferreira”, por Filomena Gaspar; “Musealização dos vestígios arqueológicos do concelho da Sertã”, por Carlos Batata.
A sala onde decorreram as IX Jornadas de História Local esteve sempre bem composta, com uma presença continuada de aproximadamente seis dezenas de pessoas, o que espelha o interesse suscitado pelo evento. |