Os signatários da providência cautelar, Sónia Onofre, João Viana Rodrigues, António José Gonçalves e José Amaral, anunciaram que retiraram a providência cautelar que visava impedir a instalação de pórticos para portagens na A23, depois de o Governo ter suspendido a cobrança naquela via.
O movimento havia apresentado, em Março, uma providência cautelar para suspender os trabalhos para a colocação de pórticos para cobrança de portagens no troço entre Torres Novas e Abrantes, uma medida que consideram implicar uma "clara violação da lei e do princípio da igualdade, constitucionalmente consagrado".
"No troço de Videla, em Torres Novas, até Abrantes não existe qualquer obrigação de pagamento através do Orçamento de Estado (OE) a qualquer entidade que justifique a cobrança de portagens, nem as regras comunitárias permitem que sejam aplicadas portagens no troço em causa uma vez que não se baseia no princípio de amortização dos custos de infraestruturas", defenderam os mentores da providência cautelar.