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4.fevereiro.2011 |
Constância: Ponte reabre dentro de um mês
 

A ponte sobre o rio Tejo, na zona de Constância, que estava encerrada ao trânsito por falta de condições de segurança, vai reabrir ao trânsito dentro de um mês, anunciou hoje, sexta-feira, a Câmara Municipal.
A ponte, que liga Constância sul e Praia do Ribatejo, em Vila Nova da Barquinha, foi encerrada no dia 20 de Julho de 2010 ao tráfego rodoviário, vedando a sua normal utilização aos cerca de quatro mil automobilistas. Na ocasião, a Refer, gestora da infra-estrutura, alegou "falta de segurança devido ao elevado estado de degradação" no tabuleiro após a realização de uma vistoria técnica.
Os trabalhos visam, numa primeira fase, e ao longo das próximas semanas, a reabertura tão célere quanto possível da travessia ao tráfego, embora de forma condicionada a ligeiros, a viaturas de emergência e transportes escolares, disse hoje, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Constância, Máximo Ferreira.
Após a retoma da circulação, as obras prosseguirão no período nocturno, visto que é quando há menor circulação, acrescentou. O protocolo para a sua reabilitação foi estabelecido entre o Ministério da Obras Públicas, Estradas de Portugal, Refer (Rede Ferroviária Nacional) e as autarquias envolvidas (Constância e Vila Nova da Barquinha), representando um investimento na ordem dos dois milhões e meio de euros.
Máximo Ferreira disse ainda que o caderno de encargos aponta para que a ponte possa estar transitável num período máximo de dois meses após o início das obras, tendo o autarca acrescentado que a empresa já executou os pórticos para limitar o acesso a viaturas pesadas.
O autarca afirmou que "acredita" que a empresa não vai necessitar dos dois meses previstos no protocolo para a reabertura ao trânsito daquela travessia, tendo apontado para que a mesma decorra até ao final de Fevereiro, ou, "o mais tardar", no início do mês de Março. "Depois de meses de espera, angústias, sustos e alguma incerteza, a ponte está prestes a reabrir mas esta situação vai deixar marcas profundas e obriga a pensar o futuro", vincou Máximo Ferreira. "O problema não acaba com a reabertura da ponte tendo ficado demonstrada a necessidade de construção de uma nova travessia na região", observou.
As obras de reabilitação deverão estender-se por 18 meses, assegurando um prazo de vida útil de 50 anos àquela obra de arte, inaugurada no início do século XX.