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9.novembro.2010 |

Constância: Ponte só reabre depois de requalificada

 

A ponte rodoviária de Constância, encerrada ao tráfego desde Julho, vai continuar encerrada até que sejam efectuadas obras de reforço e requalificação estimadas entre 1,8 e 4 milhões de euros.O encerramento do tabuleiro rodoviário naquela travessia sobre o Tejo dividiu o concelho de Constância ao meio, com os cerca de 3700 habitantes separados pelo rio a serem obrigados, para o atravessar, a fazer dezenas de quilómetros pelas pontes mais próximas, em Chamusca ou Abrantes, ou utilizar um pequeno barco municipal.
O presidente da câmara de Constância, Máximo Ferreira, disse à Lusa que esteve, esta sexta feira, reunido em Lisboa com a Comissão de Obras Públicas adiantando que o conteúdo do relatório resultante da inspecção técnica efectuada ao tabuleiro “não é bom” para as aspirações das autarquias e das populações. “O relatório é taxativo na questão da possível reabertura da travessia à circulação rodoviária, mesmo que condicionada a viaturas ligeiras. Por questões de segurança, não reabrirá enquanto não forem concretizados os investimentos necessários à sua requalificação e à observação da sua boa segurança”, disse.
O autarca precisou que “os pontos débeis da estrutura estão identificados e podem ser reforçados em duas semanas mas, para tal, e para que a ponte não continue encerrada por tempo indefinido, é necessário um investimento imediato de 1,8 milhões de euros por parte do Ministério das Obras Públicas”. Segundo acrescentou, desse montante, 300 mil euros caberão em responsabilidade às autarquias de Constância e Vila Nova da Barquinha e 1,5 milhões de euros ao Estado. “É necessária vontade política e para tal é necessário que seja feito um ajuste directo e imediato à obra, cabendo ao Estado a disponibilização de 1,5 milhões de euros, uma verba insignificante tendo em conta o que está aqui em causa”, considerou. Máximo Ferreira referiu que se for feito o ajuste directo a “ponte poderá reabrir dentro de um mês, embora apenas a veículos ligeiros”. “Se assim não for, e tendo em conta a segunda opção, uma intervenção de fundo orçada em 4 milhões de euros, só teremos a ponte reaberta lá para 2012 porque seria necessário recorrer a fundos comunitários, um processo sempre complexo e moroso”, observou. O autarca disse ainda ser “indispensável que todo o Governo reconheça a sua necessidade” (da ponte), tendo acrescentado “aguardar com expectativa” pela disponibilidade governamental para a concretização do investimento de 1,5 milhões de euros.