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19.julho.2011 |

Crocodilo no Castelo do Bode
SEPNA afirma não haver motivos de preocupação

 

Duas pessoas afirmam ter visto um crocodilo em Castelo do Bode. A zona está a ser vigiada, mas os banhistas continuam a desafiar as águas e muitos defendem que os animais avistados são apenas exemplares de espécies existentes no rio Zêzere. O Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) afirmou ao jornal Abarca que, de momento, não existem motivos de preocupação.
Isabel Bastinho conta que, em Abril, quando estava a encher uns garrafões de água na albufeira de Castelo do Bode, em Cernache do Bonjardim, Sertã, viu uma onda deslocar-se rio acima provocada por um animal escuro e com cerca de dois metros. Fugiu e o animal mergulhou. Para Isabel Bastinho era um crocodilo. No início deste mês foi um canoísta que afirmou ter visto o animal, com um metro, a cerca de 20 km do local do primeiro avistamento.
Por precaução, a zona está a ser vigiada pela GNR que conta com um barco do SEPNA. O comando do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente explica que as buscas “foram iniciadas na zona da Sertã e irão ser continuadas na Barragem de Castelo de Bode decorrendo pelo tempo que for necessário para descartar o máximo de possibilidades de referência da existência do animal avistado”.
No entanto, quem conhece a zona diz nunca ter avistado nada e os banhistas continuam a refrescar-se nas várias zonas da albufeira de Castelo do Bode que se estende por Figueiró dos Vinhos, Sertã, Vila de Rei, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Tomar e Abrantes. Aliás, centenas de cépticos já aderiram às páginas criadas no facebook onde os fãs dizem ter visto tudo menos crocodilos. Certo é que existem espécies como a lontra do rio ou o lúcio que podem atingir um metro de comprimento e o siluro que chega a ter dois metros.
Foi referida ainda a história de que um holandês teria um viveiro de crocodilos que terão fugido. Ao jornal Abarca, o SEPNA sublinha que “não se confirma a existência de qualquer cidadão holandês e consequentemente do restante”. Para o Biólogo Luís Santos, do Instituto Politécnico de Tomar, citado pela Rádio Condestável, “a situação é muito pouco provável devido às condições climáticas e à nossa situação geográfica e possivelmente será um mito popular devido a notícias que surgiram há cerca de 10 anos”. Por outro lado, “um réptil necessita de passar muito tempo nas margens a recolher luz solar para que o seu metabolismo funcione, logo é mais fácil avistar um crocodilo nas margens do que a nadar”.