Os goleganenses estão entre os cento e vinte pares de mães e filhos portugueses que vão participar num projecto europeu que quer conhecer a exposição da população a poluentes como cádmio, mercúrio, ftalatos e cotinina, substâncias que podem ser prejudiciais à saúde. Para além da Golegã, também Lisboa vai ser alvo deste estudo realizado pela equipa de investigadores do Instituto de Medicina Preventiva (IMP) da Faculdade de Medicina de Lisboa.
O plano do estudo-piloto de biomonitorização humana, denominado Democophes, é recolher amostras junto de quatro mil pessoas em 17 países europeus. Com as análises de urina, será possível detectar as concentrações de cádmio, ftalatos e cotinina e, com a pesquisa feita ao cabelo, procura-se perceber a exposição ao mercúrio.
O trabalho – já em curso em alguns países – vai permitir reunir dados sobre a presença destes poluentes na população e permitir comparações entre países e uma efectiva utilização optimizada dos recursos envolvidos. Mediante os resultados obtidos, o Democophes poderá servir para a adopção de uma estratégia comum nos países europeus para diminuir a exposição a estes poluentes.
Nos 17 países que participam no projecto, os convites serão dirigidos a crianças nascidas entre 2000 e 2005 e às suas mães (biológicas ou não, sendo apenas necessário que coabitem), que não devem ter mais de 45 anos. Em cada país, é seleccionada uma região rural e uma região urbana.
Lisboa e Golegã, ambas na região de Lisboa e Vale do Tejo, foram as localidades seleccionadas para o estudo coordenado pelo Instituto de Medicina Preventiva (IMP), cabendo à Unidade de Saúde Ambiental deste instituto a responsabilidade científica, técnica e administrativa de todo o projecto. A selecção dos 120 pares será feita através de algumas escolas contactadas pelo IMP, com a colaboração das autarquias locais. |