Foi uma reabertura cinzenta, sem a pompa e circunstância que se anunciava através da presença do ministro das Obras Públicas, que não se concretizou, e com as limitações ao nível da circulação no tabuleiro decorrentes das obras que estão em curso na ponte.
Não houve cerimónia nem os representantes da obra, câmaras de VNB e Constância estiveram com cerimónias. Os obstáculos de plástico que impediam a entrada na ponte foram retirados rapidamente, os semáforos que até aí piscavam intermitentes passaram a uma pose de controlo e os órgãos de comunicação social alinharam-se para ver passar a primeira viatura.
A ponte reabriu mas apenas para veículos ligeiros até 3500 quilos e que não ultrapassem os 2,10 metros de altura e os 2,40 metros de largura. A excepção vai para as viaturas de emergência e transportes escolares que terão na sua posse uma chave que abre o cadeado do pórtico delimitador de altura e largura, num sistema que não sendo complexo dificulta muito a passagem destas viaturas.
O tráfego no tabuleiro da ponte não estará apenas limitado ao nível do peso, altura e largura das viaturas. Inicialmente estava estabelecido que a ponte ficaria fechada ao trânsito das 21h00 às 7h00 para trabalhos de manutenção na mesma, incompatíveis com a circulação automóvel.
Para já a ponte ficará aberta 24 horas por dia, durante duas semanas, pelo menos até os procedimentos legais tomarem o seu curso. O sentimento de alívio ficou patente, bem como o de revolta. E ficou a garantia, entre todas as conversas e respostas da manhã de reabertura, de que a luta por uma ponte melhor continuará.
Notícia completa na edição 287 de 7 de Abril