"Margem de Sonhos", de João Manuel Rosário de Matos, é um livro que rebusca as memórias de infância, os lugares no tempo em que se era livre de inventar a vida. O lançamento em Ponte de Sor, terá lugar no Centro de Artes e Cultura, no dia 24 de Setembro de 2011, pelas 17h00. A apresentação estará a cargo do Professor João Manuel Alves Florindo, na qualidade de Prefaciador e estarão também presentes alguns dos protagonistas da(s) história(s). Recorde-se que a obra já foi lançada em Gavião, no dia 16 de Julho, durante a XX Mostra de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas de Gavião.
Este projecto foi idealizado a partir do programa Novas Oportunidades, para conclusão do 12º Ano de Escolaridade, em 2008, onde João Matos, natural da freguesia de Ribeira de Margem, concelho de Gavião, descobriu apetências para a escrita e a partir da sua história de vida, viajou no tempo, e escreveu sobre a sua terra, as suas gentes, tradições, e memórias do seu povo. Para chegar ao resultado deste "Margem de Sonhos", o autor, 46 anos e residente em Ponte de Sor, efectuou inúmeras pesquisas e contou com relatos de familiares, amigos de infância e de pessoas mais velhas. Contou ainda, com a preciosa ajuda do Prefaciador, Prof. João Manuel Alves Florindo, gavionense e amigo do autor, e também Formador das Novas Oportunidades.
A edição é de autor e teve apoios da Câmara Municipal de Gavião, Junta de Freguesia de Margem e da REFER – Rede Ferroviária Nacional, onde trabalha.
Em "Margem de Sonhos", o leitor é convidado a empreender uma viagem no tempo onde as palavras se tornam caminho. A temática remonta ao ano de 1965, ano de nascimento do autor e prolonga-se pela década de setenta. “Esta viagem é um retrato no tempo, composta por variadas reproduções do antes e do pós 25 de Abril de 1974. O ensino primário de 1972 a 1976: Dois períodos e dois regimes da nossa história. Numa época de transição em que os métodos de ensino, pautados pelo respeito e pela aprendizagem, ainda culminavam com rigorosos exames na 4ª classe. A paisagem retratada adquire diversas tonalidades, ora doirada e reluzente pelos reflexos dos momentos vividos no seio familiar, alindados por um vasto leque de genuínas amizades, ora cinzenta e ofuscada pelos dramas e tragédia da Guerra Colonial. Na azáfama da vida onde se cruzam tantas outras vivências, o povo com os seus costumes e tradições, apesar das agruras, assume papel fundamental. Qual pobreza? Prodígio! A riqueza, a natureza humana daquele tempo... Da estação de partida à festa da vida... porque vivida por gentes boas e gratas, que não se esquecem, as da Ribeira de Margem! E a viagem termina, precisamente em festa, no ano de 1983. Tempos áureos os desta Margem de Sonhos", refere João Manuel Rosário de Matos.