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28.setembro.2011 |
Saúde: Cortes orçamentais geram preocupação
 

Sessenta por cento é o corte proposto pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo nas verbas destinadas a contratação de médicos, enfermeiros e administrativos. O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere apresentou uma moção que visa a suspensão da reorganização das Unidades Funcionais de Prestação de Cuidados de saúde.
Fernando Siborro, director executivo do ACES do Zêzere (engloba os concelhos de Abrantes, Constância, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha) afirmou a sua preocupação com os efeitos que as propostas de reorganização podem originar na qualidade dos serviços de saúde da região. A ARS de Lisboa e Vale do Tejo instruiu a ACES do Zêzere a reorganizar as unidades funcionais de prestação de cuidados de saúde, actualmente em curso e segundo Siborro implicará "dificuldades de funcionamento" nas extensões de saúde do agrupamento, com as condicionantes ao nível dos meios humanos. O mesmo problema poderá levar a que “um número considerável de extensões de saúde deixe de ter consultas médicas”.
“Com este corte há uma série de serviços que serão postos em causa na região até porque temos uma área geográfica muito grande, que está a funcionar só à base de médicos contratados”, afirmou. Fernando Siborro lembrou as dificuldades de mobilidade na região. “Os trajectos da Rodoviária não se adequam minimamente às necessidades dos utentes”, o que deita por terra uma eventual mais-valia na concentração de meios desejada.
Sobre a moção apresentada pelo Conselho da Comunidade do ACES do Zêzere, Fernando Siborro disse apenas que a função deste é “proteger as populações”. A moção tem por objectivo a suspensão das medidas e é justificada, exactamente, pelas dificuldades de mobilidade na região. O comunicado, assinado pela presidente do Conselho de Comunidade do ACES Zêzere, Maria do Céu Albuquerque, afirma que esta reorganização está “enferma de um conjunto de pontos críticos” devido às dificuldades de mobilidade de uma população envelhecida e com índices de dependência altos.
A moção apela ainda à discussão entre o ministério da saúde e as autarquias e freguesias afectadas pela reorganização. O documento e pedido de reunião foi enviado para o Secretário de Estado da Saúde, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Directores Executivos e Conselho Executivo do ACES Zêzere.