O PCP emitiu um comunicado manifestando o seu descontentamento relativamente ao encerramento do Posto dos CTT no Tramagal:
Tendo tomado conhecimento da pretensão de encerramento do Posto de correios para o final do mês de Setembro, o PCP não pode deixar de demonstrar a sua preocupação com esta decisão, manifestando também a sua oposição à mesma, considerando que tal acontecimento representa um ataque ao serviço público e aos serviços de proximidade prestado à população de Tramagal.
A Freguesia de Tramagal que foi elevada à condição de Vila em 1986 sendo a segunda freguesia do concelho de Abrantes em população com mais de quatro mil habitantes e com alguma importância na economia regional, não pode aceitar a amputação deste serviço público.
A Administração dos CTT decidiu encerrar os correios, passando os serviços a serem prestados numa loja situada na Freguesia.
Este encerramento vai obrigar a População da Freguesia a deslocar-se de forma significativa para poder utilizar alguns serviços postais que só é possível serem prestados noutros postos ou estações de correios públicos, assim como vai passar a usar os préstimos que passarão a ser parcialmente desempenhados na referida loja por pessoas que, naturalmente, não são funcionárias dos CTT, o que poderá pôr em causa a eficácia do serviço, nomeadamente no que se refere ao pagamento de pensões e reformas.
Ao acontecer este encerramento dos correios não será um acto isolado e corresponde a uma estratégia de privatização do sector, diminuindo custos e encargos, eliminando postos de trabalho e a prestação de serviços públicos de proximidade essenciais às Populações e Empresas, e de forma muito especial para os reformados e pensionistas.
É uma estratégia que faz parte das orientações políticas incluídas no memorando de entendimento subscrito pelo PS, PSD e CDS com a Troika, que querem impor ao nosso País. Estas medidas são apresentadas como supostas inevitabilidades, decretadas nesse pacto de agressão e submissão, não são inevitabilidades nenhumas! Podem ser combatidas, são combatidas há anos – e foi graças a esse combate que a privatização do serviço público de correios não foi até agora concretizada. Já era para ter sido, mas não foi porque há luta, há resistência.
Para o PCP, o serviço postal deve ser público e universal, pelo que o governo deve parar de imediato com a política de encerramento de postos de correios e a entrega de serviços a privados.
AVELINO MANANA, Eleito na Assembleia Municipal de Abrantes, na reunião de 23 Setembro último, falou sobre o possível fecho do serviço público de correios de Tramagal, e da preocupação se tal situação vier acontecer causar graves prejuízos para a População.
ANTÓNIO FILIPE, Deputado do PCP na Assembleia da República eleito pelo Distrito de Santarém apresentou uma pergunta ao governo sobre as explicações que tem no concreto o Governo para a decisão dos CTT de encerrar o posto de correios no Tramagal, e de proceder à sua substituição parcial por serviços prestados num estabelecimento comercial local, retirando à População que reside e trabalha no Tramagal o acesso ao pleno serviço público postal. Vai o governo permitir que os CTT esqueçam que desempenham um serviço público essencial?
Estamos e estaremos do lado das Populações que defendem o serviço público e o interesse nacional, apoiamos as possíveis acções de luta que a População venha a desenvolver.
PÚBLICO É DE TODOS – PRIVADO É DE ALGUNS
FAZ OUVIR A TUA VOZ – É TEMPO DE DIZER BASTA
SÁBADO – 1 de OUTUBRO
GRANDE MANIFESTAÇÃO DA CGTP-IN EM LISBOA |