Degradação do serviço postal e destruição do seu carácter universal;
encerramento de estações, dificultando o acesso aos serviços, às populações mais afastadas dos grandes centros urbanos; distribuição não diária do correio a todos os domicílios; aumento das tarifas, aplicação do princípio de «quem quer correios, paga-os» ou seja, ficaria comprometido o direito de todos os cidadãos, independentemente da região onde residem; perda de receitas para o Estado (lucros e impostos);
lucros para os bolsos do grande capital nacional e estrangeiro. Para o PCP é isto que significa a decisão da Administração dos CTT em entregar o posto de correios do Tramagal a privados.
Em comunicado, o PCP afirma que entidades privadas ou particulares e associações que demonstrem interesse em ficar com o serviço dos CTT devem ser alertadas para o facto de estarem "a contribuir para a população ficar sem o serviço público de correios".
No mesmo documento, é criticada a actuação dos órgãos autarquicos. A "Junta Freguesia não se pode limitar a ser porta-voz do representante dos CTT conforme consta do comunicado da Junta, mas sim transmitir o sentimento da População na concentração realizada junto aos CTT em que exigia a continuidade do serviço público de correios na freguesia, assim como a Câmara de Abrantes na pessoa da sua Presidente dizer que está com a população, mas pode-se perguntar o que fez de concreto".
O PCP sugere ainda que sejam solicitados "à Câmara e Junta Freguesia apoio de dois autocarros para deslocar uma delegação da População a Lisboa junto ao Ministério da Economia e Administração dos CTT" com o objectivo de "entregar um documento repudiando a entrega do posto de correios a privados e exigir a sua continuação como serviço público e de qualidade". |